Plenária do MES
18 de junho de 2011 - Local: Sede do PSOL (Ed. Eldorado, sala 80 - Conic)
Neste Boletim da Secretaria de Relações Internacionais n° 7 apresentamos uma série de artigos sobre a Europa e o mundo árabe. A recorrência dos temas tem um motivo mais que justo: os acontecimentos mundiais de 2011 revelam um alto dinamismo, muito superior ao período que vivíamos antes da crise econômica. O mediterrâneo parece concentrar as contradições mais agudas do sistema capitalista, e também os movimentos mais intensos da luta de classes.
Respondendo à convocatória do movimento 15M, mais de 150 mil manifestantes ocuparam neste domingo a Praça de Netuno, em Madri, para expressar a sua oposição aos planos de austeridade defendidos pelo FMI e pelo Banco Central europeu e aos sistemas político e financeiro, apontados como principais culpados da crise econômico-financeira. Em Barcelona, outras 270 mil pessoas saíram às ruas. Valência também registrou protestos com milhares de manifestantes. Na França, 100 pessoas foram detidas em Paris quando protestavam em frente da Catedral de Notre Dame. ……LEIA MAIS
A nova Governança Europeia visa colocar sob maior vigilância os orçamentos nacionais para reforçar as sanções contra os estados em déficit excessivo e limitar o crescimento dos gastos públicos. O pacto para o euro visa aumentar a flexibilidade do trabalho para evitar aumentos de salários e reduzir os gastos com a proteção social. A Grécia está no seu terceiro plano no espaço de um ano e viu a sua dívida e o seu déficit crescerem ao ritmo do empobrecimento da população. O mesmo destino aguarda a Irlanda, Portugal e Espanha. O artigo é de Thomas Coutrot, Pierre Khalfa, Verveine Angeli e Daniel Rallet. ……LEIA MAIS
Os indignados apontaram, sem ambigüidades, que os mesmos que exigem as políticas de cortes não as aplicam a si mesmo. A indignação superou a todos os cálculos, tomando massivamente as ruas, e mostrando a brecha aberta entre o mal estar social e as políticas nas instituições. Do 15M ao 19J, se acumulou forças e teceu cumplicidades, e não só no local (acampamentos e bairros) senão com amplos setores sociais que se sentem identificados com esta critica tácita contra classe política e contra um sistema bancário e financeiro que é responsabilizado pela atual crise. O lema “não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros” sintetiza ambas demandas…….LEIA MAIS
Na última semana, estive na Espanha a trabalho. Estive naturalmente envolvido com os “indignados”: atravessei algumas praças e acampamentos, questionei e discuti com muitos companheiros. Quem são os “indignados”? Não pretendo responder — há dezenas de narrativas facilmente encontráveis sobre isso. Relato aqui somente alguns apontamentos. Democracia Real Ya nasceu dois meses antes do 15 de maio. ……LEIA MAIS
A Plataforma Democracia Real Ya (DRY) deve ser compreendida no contexto de crise econômica existente em alguns países da Europa, e na Espanha em particular. Aqui concorrem diversos fatores específicos que agravam os efeitos dessa crise européia: forte desemprego, estouro súbito da enorme bolha imobiliária, além de muitos casos de corrupção política. ……LEIA MAIS
A decisão dos ministros das Finanças europeus, de condicionar o empréstimo emergencial de 12 bilhões de euros à aprovação de medidas de austeridade e privatizações pelo Parlamento da Grécia, seria racional e crível sob o argumento de que a Grécia teria mais a perder com uma moratória do que a zona do euro em si. Ou, para dizê-lo de outra forma, ameaças só valem a pena se os que as fazem podem de fato levá-las a cabo. ……LEIA MAIS
Aproximadamente no ano 2000, o governo conservador da Islândia impulsionou um radical programa de reestruturação econômica neoliberal, dando inicio à abertura comercial indiscriminada e ao amplo e acelerado processo de privatizações e desregulamentações. Todo este disparate se levou a cabo sem provocar a menor inquietação das autoridades reguladoras islandesas. Não só isso: uma das três maiores empresas de auditoria contábil do mundo, a estadunidense KPMG (que emprega a 138.000 profissionais para atender seus negócios em mais de 150 países) auditou aos bancos islandeses e seus investimentos, sem que seus sagazes e experts detectassem a menor irregularidade em suas operações, em que pese o exorbitante endividamento, que não só superava os ativos dos bancos senão várias vezes o produto interno bruto da ilha. ……LEIA MAIS
Apesar da insistência da mídia em tirar de foco os avanços das revoluções democráticas no Oriente Médio e os seus reflexos na Europa, levantes e contradições se acentuam no último período. Estes fatos podem ser vistos no aprofundamento da revolução democrática tunisiana, com a assembléia constituinte, na juventude e nos trabalhadores da Síria, que continuam a onda de protestos por todo o país, e mesmo no Egito, que começa a dar uma nova dinâmica para a geopolítica regional. Embora no Egito o referendo constitucional de março tenha consolidado uma grande vitória de setores reformistas sobre os setores radicalizados no processo, fazendo com que a revolução caminhe de forma mais lenta que o caso tunisiano, a Primavera Egípcia começa a dar seus primeiros grandes passos após a queda de Mubarak. ……LEIA MAIS
Antes das Revoluções Árabes qual era a nossa visão sobre as mulheres mulçumanas? Lembramos-nos da Jade em “O Clone” fugindo de um casamento arranjado e da burca ou então pensamos nas odaliscas em algum harém imaginário. Para além disso, costumamos explicitar as opressões que sofrem as mulheres mulçumanas, muitas vezes fazendo extensos debates sobre seus costumes, enquanto escondemos o quanto nós, “as ocidentais”, também somos oprimidas diariamente. ……LEIA MAIS
Oriente Médio: Governo tem cada vez mais dificuldade de conter manifestantes, mas até onde eles podem ir? Quanto tempo mais o regime sírio poderá se manter? E por quanto tempo mais os manifestantes sírios terão força para continuar pressionando? De Washington a Riad, autoridades de governo e analistas estão se fazendo essas perguntas e projetando vários cenários sobre aquela que todos consideram ser a mais complexa revolta nesses seis meses de levantes da primavera árabe. Poucas semanas atrás, muitos especialistas ainda apostavam que Bashar al-Assad, que ocupa a Presidência há 11 anos, iria esmagar os protestos pela força. …..LEIA MAIS
O “despertar árabe” inflamou os movimentos de protesto no Iêmen e precipitou a divisão das estruturas de controle do Estado. A juventude atiçou o fogo da revolta nas cidades. Nesse momento, nada pode dissimular a força das aspirações e a extensão das transformações provocadas pelo levante. Desde o final de janeiro de 2011, o Iêmen vive uma revolta popular inédita. A diversidade sociológica dos manifestantes e o caráter pacífico da mobilização, apesar da repressão, evocam os eventos da Tunísia e do Egito. ……LEIA MAIS
Não é a primeira vez que os estudantes chilenos de Escola Secundária demonstram sua capacidade extraordinária de organização política. Em 2006, as mobilizações estudantis que ficaram conhecidas como Revolução dos Pingüins (devido às cores do uniforme escolar), exigiam uma reforma profunda no sistema educacional chileno. Neste 13 de junho de 2011, um novo fôlego de uma nova geração de pingüins iniciou uma greve geral. Mais de 150 liceus estão parados, de acordo com a Federação Metropolitana de Estudantes Secundários (FEMES). As principais reivindicações são explicadas a seguir. ……LEIA MAIS
Segunda feira – 11 de Julho - 19h00 - Auditório da Livraria da Vila – Alameda Lorena, 1731 "Surgiu aqui uma poderosa líder de bancada multipartidária, a 'deputada FIFA'. Sua força é tanta que, junto com o 'deputado COI', conseguiu aprovar uma Copa flexível e uma Olimpíada heterodoxa. Para esses megaeventos haverá o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), facilitador das licitações. A FIFA impõe uma duplicidade emergencial de legislação, apesar de sabermos há três anos e meio que sediaremos a Copa, e há um ano e meio as Olimpíadas." Leia pronunciamento de Chico Alencar, em que ele faz um quadro comparativo entre a Lei de Licitações, em vigor, e o RDC. O jornalista Juca Kfouri, em seu blog (1 e 2), classificou o pronunciamento de "irretocável". |
A Executiva do PSOL/RJ, dando sequência aos debates iniciados no último Diretório Regional, indica para discussão ao conjunto do Partido e sua militância, o nome do companheiro Marcelo Freixo, como pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro.