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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Adesão à financeirização esvazia profissão de economista
Por
Rogério Lessa, Monitor Mercantil
Para comemorar os 60 anos da regularização da profissão de economista, o Conselho Regional de Economia (Corecon-RJ) promoveu o Encontro dos Economistas do Sudeste. O encontro, no entanto, ficou marcado pelas críticas ao esvaziamento da profissão, já que a crença no mercado como organizador natural da economia tem prevalecido, em detrimento do planejamento. Outro fato marcante no evento foi a preocupação com a desindustrialização acelerada que o país vive e o agravamento de sua vulnerabilidade estrutural.
"Se a economia do país vai bem, porque pagamos, para os títulos com vencimento em dez anos, 12% de taxa de juros, enquanto países em notória crise, como Irlanda, Portugal e Espanha, pagam, respectivamente, 10,8%, 9,8% e 5,2%?", indagou, Antonio Corrêa de Lacerda, professor da PUC-SP e doutor pelo IE/Unicamp, que já presidiu o Conselho Federal de Economia (Cofecon).