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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Carta Aberta 
Por Daciolo
 
Recentemente foi muito debatida a minha filiação ao PSOL e a possível candidatura ao cargo de governador do Rio. Antes de mais nada, gostaria de afirmar que a minha filiação ao partido vem ao encontro de um processo constante de amadurecimento político, que nasceu na luta por um mundo melhor e menos desigual. Acho que todos nós, humanos em um sistema desumano, devemos aprender e dialogar a cada passo, respeitando a dignidade de todos. Eu espero aprender com todos, e, do mesmo modo, trazer aos novos companheiros de luta a realidade tão dura dos quartéis, que parece ainda distante para a maioria de vocês. Desse modo, todos nós podemos melhorar nossa avaliação sobre a realidade como um todo, e agir de forma unida. Somente juntos seremos fortes. Aprendi isso com meus companheiros dos bombeiros e estou buscando isso dentro do partido. Escolhi o PSOL porque sou contra a lógica de exploração do trabalhador em favor dos grandes empresários.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Bombeiro e PM não são bandido. Liberdade para Daciolo. Todos às ruas!
Radicais 
Por Israel Dutra Dutra
Não é a primeira nem a última vez que a Globo busca desmoralizar movimentos grevistas. Como a grande organizadora, do ponto de vista ideológico e político da burguesia e de seus governos, a Rede Globo sempre atua nos "momentos-limites". Nos dias "normais", quando a luta dos trabalhadores fica restrita a conflitos parciais, eventuais, mantém uma política de baixo perfil.
Porém, quando se desborda por alguma via a insatisfação social latente num país de tantas desigualdades, os editorialistas da Globo não perdem tempo. Quem não se lembra da criminalização de lideranças como José Rainha, os operários da Mannesman, os moradores do Buraco do Gazuza em Diadema, dos controladores aéreos. E a Globo faz isso diretamente articulada com José Eduardo Cardoso, ícone do novo petismo. Como gestor eficaz, enérgico, Cardoso faz coro com o Senador Aloyso, tucano paulista, para quem os movimentos sociais são instrumentalizados por "grupos radicais", que nada tem a ver com as reinvindicações. Na semana em que o governo privatizou os aeroportos, também na retórica, se igualaram petistas e tucanos: caça aos "radicais".
Não se trata de julgar as atitudes de um ou outro líder da greve. Isso é uma manobra diversionista. O que está em questão é uma queda de braços entre as baixas patentes das forças militares brasileiras e um Estado concentrador de riqueza, controlado por banqueiros, construtoras, investidores e ruralistas. Cada um escolhe seu lado.
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