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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vergonha para o DF
Por Tatyana Luz,
É muito fácil jogar toda a culpa deste grave acidente no motorista. 'Os motorista são irresponsáveis, correm demais, são ignorantes, não respeitam passageiros'. 
Eu diria mais como usuária e observadora, eu digo que os motoristas e cobradores são agredidos por usuários levando toda a culpa da irresponsabilidade das empresas, pois se um ônibus apresenta problemas e anda lento, o que eles ouvem são "motorista pé de cachorro", "tira o pé da minha janta" em contar as palavras de baixo calão, quando os rodoviários reivindicam seus salários e os empresários usam isto como tripé para aumento de passagem... o aumento da passagem para os usuários são culpa dos rodoviários. 

terça-feira, 31 de maio de 2011

Quase acontece de novo - Com entrevista de Edleuzo Cavalcante
Jato faz manobra de emergência para evitar colisão em Brasília e reaviva o temor de tragédias
Matéria da Revista Veja, edição 2219, de 1º de junho de 2011.
Foto: Sebastião Moreira/AE
Desastre no ar - Cinco anos depois do acidente da Gol, que deixou 154 mortos, persistem as deficiências no controle aéreo

O choque entre um avião da Gol e um jatinho nos céus da Amazônia, em setembro de 2006, ceifou 154 vidas e expôs as mazelas do sistema de controle aéreo brasileiro: falta de controladores, sobrecarga de trabalho e a existência das chamadas zonas cegas, áreas do território nacional que não contam com cobertura de radar. Passados cinco anos, os perigos de voar continuam os mesmos. Na segunda-feira passada, os passageiros de um voo da TAM entre São Paulo e Brasília viram-se próximos de uma nova tragédia. Cerca de quinze minutos antes do pouso, o piloto assustou os passageiros ao fazer uma manobra brusca para cima. A explicação veio pouco depois: o comandante informou que o sistema anticolisão do Airbus A319 detectara outro avião no caminho. Ao longo da semana, VEJA apurou as causas do incidente e descobriu que foi a negligência de um controlador que pôs as duas aeronaves em perigo. Ele simplesmente havia se esquecido da descida do Airbus e autorizou o monomotor a subir. Um descuido que poderia ter custado a vida dos mais de 100 passageiros a bordo. Esse tipo de episódio tem se tornado mais comum na rotina do tráfego aéreo brasileiro do que parece tolerável.