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quarta-feira, 8 de junho de 2011

A nova queda de Palocci
De Auditoria Cidadã da Dívida
Os jornais noticiam a recente queda do Ministro Antonio Palocci, que desde 2003 coordenou a política econômica do governo Lula, aprofundando o ajuste fiscal do governo FHC e implementando reformas neoliberais ainda mais severas, como a da Previdência, que possibilitou a criação de fundos de pensão (que significam PRIVATIZAÇÃO) e taxou servidores públicos que já se encontravam aposentados; medidas que nenhum outro governo foi capaz de implementar.
Em 2006, deixou o Ministério da Fazenda por força de denúncias de quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, tendo sido depois eleito deputado federal, para o mandato de 2007 a 2010. Em 2010 coordenou a campanha presidencial de Dilma e em 2011 assumiu o Ministério da Casa Civil. Mais uma vez deixa o cargo, agora sob fortes denúncias de enriquecimento ilícito.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A relação carnal de Palocci com os banqueiros. FORA PALOCCI!
Como ele aprendeu, com desenvoltura, a pedir dinheiro aos grandes financistas
Por Hugo Studart, de Brasil 247

É preciso voltar dez anos no tempo para compreender a incrível, fantástica, inacreditável e extraordinária força de Antônio Palocci na política brasileira. Era Novembro de 2000 quando um banco espanhol, o Santander, aparece por essas bandas, as Índias Ocidentais, e arremata, por R$ 7,05 bilhões, o Banespa. Na época, o PT ainda era um partido que se dizia socialista e que tinha entre suas bandeiras a luta contra a corrupção e, principalmente, contra as privatizações que vinham sendo promovidas pelos tucanos. Contra as vendas federais, por FHC. E contra as privatizações paulistas, promovidas por Mário Covas e, depois, por Geraldo Alckmin.
No caso do Banespa, um pouco mais de 50 prefeitos petistas, reeleitos ou recém-eleitos, ameaçavam retirar suas contas do banco, agora sob administração espanhola. Prefeituras grandes, algumas delas as maiores do País, como e São Paulo, Bernardo do Campo, Santos, Campinas e Ribeirão Preto. Achavam um pecado mortal movimentar as contas correntes das prefeituras em um banco privado, pior, privatizado, pior ainda, multinacional. Na maior das ameaças, queriam retirar as folhas de pagamento (o file mignon) do Santander. Seria um início desastroso para os espanhóis no Brasil. Mas os espanhóis tinham uma excelente carta na manga, um executivo, então vice-presidente do Santander, que conhecia muito bem o prefeito de Ribeirão Preto, Antônio Palocci. O nome do executivo, a esta altura aposentado, não é essencial conhecer.

terça-feira, 31 de maio de 2011

A quem apelar?
Por Paulo Nogueira, de Diário do Centro do Mundo - Foi editor da Veja e diretor da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo.
Francenildo
A mídia nota uma certa paralisia no governo Dilma.
Mas e a própria mídia, está se movimentando?
No dia 17, contei aqui que foi Palocci quem passou às Organizações Globo o dossiê que provaria que o caseiro Francenildo estava recebendo dinheiro para falar mal dele. Para conseguir essa prova, o sigilo bancário de Francenildo foi violado.
Depois disso, a Caixa — onde Francenildo mantinha sua singela conta — informou, pela primeira vez desde a eclosão do escândalo, que a quebra do sigilo fora arquitetada no “gabinete de Palocci”.
Palocci era ministro da Fazenda e hoje é chefe da Casa Civil, dois cargos essenciais na administração.
Isso é notícia ou não é?

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Diferenças de um país para um puteiro
 
----- Original Message -----
To: Ana Eliza Marosti
Sent: Thursday, May 26, 2011 5:56 AM
Subject: Diferenças de um país para um puteiro.

Bom dia meu povo! 

É com muita vergonha, indignação e estarrecimento que endosso as palavras desse gênio, que no momento disse o que milhões de brasileiros estão querendo dizer e não podem ou não conseguem. Tenham um dia bençoado



                                               O  Caso do Caseiro do Piauí e a Camareira da Guiné



Nascido no Piauí, Francenildo Costa era caseiro em Brasília. Em 2006, depois de confirmar que Antonio Palocci frequentava regularmente a mansão que fingia nem conhecer, teve o sigilo bancário estuprado a mando do ministro da Fazenda.

Nascida na Guiné, Nafissatou Diallo mudou-se para Nova York em 1998 e é camareira do Sofitel há três anos. Domingo passado, enquanto arrumava o apartamento em que se hospedava Dominique Strauss-Kahn, foi estuprada pelo diretor do FMI e candidato à presidência da França.

Consumado o crime em Brasília, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu liminarmente o culpado e acusou a vítima de ter-se beneficiado de um estranho depósito no valor de R$ 30 mil. Francenildo explicou que o dinheiro fora enviado pelo pai. Por duvidar da palavra do caseiro, a Polícia Federal resolveu interrogá-lo até admitir, horas mais tarde, que o que disse desde sempre era verdade.
Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris.

Até depor na CPI dos Bingos, Francenildo, hoje com 28 anos, não sabia quem era o homem que vira várias vezes chegando de carro à “República de Ribeirão Preto”. Informado de que se tratava do ministro da Fazenda, esperou sem medo a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso. Nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou. Na sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou o caso ele se ofereceu para falar. Os juízes se dispensaram de ouvi-lo. Decidiram que Palocci não mentiu e engavetaram a história.

Depois da captura de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o reconhecimento formal do agressor. Só então descobriu que o estuprador é uma celebridade internacional. A irmã que a acompanhava assustou-se. Nafissatou, muçulmana de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana. Embora jurasse que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi recolhido a uma cela.

Nesta quinta-feira, Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo. Palocci completou cinco dias de silêncio: perdeu a voz no domingo, quando o país soube do milagre da multiplicação do patrimônio, 20 milhões em um ano. Pela terceira vez em oito anos, está de volta ao noticiário político-policial.

Enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado da direção do hotel: “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento”, diz um trecho. Nesta sexta-feira, depois de cinco noites num catre, Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma tornozeleira eletrônica.

Livre de complicações judiciais, Palocci elegeu-se deputado, caiu nas graças de Dilma Rousseff e há quatro meses, na chefia da Casa Civil, faz e desfaz como primeiro-ministro. Atropelado pela descoberta de que andou ganhando pilhas de dinheiro como traficante de influência, tenta manter o emprego. Talvez consiga: desde 2003, não existe pecado do lado de baixo do equador.
O Brasil dos delinquentes cinco estrelas é um convite à reincidência.

Enlaçado pelo braço da Justiça, Strauss renunciou à direção do FMI, sepultou o projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada na gaiola. Descobriu tardiamente que, nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei.
Não há diferenças entre o hóspede do apartamento de 3 mil dólares por dia e a imigrante africana incumbida de arrumá-lo.

Altos Companheiros do PT, esse viveiro de gigolôs da miséria, recitam de meia em meia hora que o Grande Satã ianque é o retrato do triunfo dos poderosos sobre os oprimidos. Lugar de pobre que sonha com o paraíso é o Brasil que Lula inventou.
Colocados lado a lado, o caseiro do Piauí e a camareira da Guiné gritam o contrário.

Se tentasse fazer lá o que faz aqui, Palocci teria estacionado no primeiro item do prontuário. Se escolhesse o País do Carnaval para fazer o que fez nos Estados Unidos, Strauss só se arriscaria a ser convidado para comandar o Banco Central.

O azar de Francenildo foi não ter tentado a vida em Nova York. A sorte de Nassifatou foi ter escapado de um Brasil que absolve o criminoso reincidente e castiga quem comete o pecado da honestidade.

Augusto Nunes

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Gabinete de Palocci violou sigilo de caseiro, diz Caixa
De Rubens Valente, Folha de São Paulo
Em documento, estatal responsabiliza ministro por vazamento pela 1ª vez
Até então, banco não havia se pronunciado sobre responsabilidade do chefe da Fazenda na época do caso, em 2006
A Caixa Econômica Federal informou à Justiça Federal que o responsável pela violação dos dados bancários do caseiro Francenildo dos Santos Costa foi o gabinete do então ministro da Fazenda e hoje ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, ao vazá-los para a imprensa.
É a primeira vez que o banco estatal responsabiliza o ex-ministro. Até então, dizia que apenas havia "transferido" os dados sob sigilo para o Ministério da Fazenda, sem acusar Palocci ou seu gabinete pelo vazamento.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A súbita riqueza do ministro chefe
Léo Lince

Em priscas eras, quando o PT ainda postulava a mudança na ordem econômica e defendia uma "nova gramática do poder", a palavra "projeto" sempre aparecia em seus documentos associada ao esforço coletivo: projeto estratégico dos trabalhadores, projeto político para o Brasil. Como goiabada cascão em caixa, coisa fina que não mais se acha.
Depois de quase uma década na posse da principal alavanca do poder político, a palavra mudou de conteúdo no vocabulário petista. O que era plural se individualizou. Projeto, agora, é uma empresa particular de consultoria financeira.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Jornalista confirma: Palocci passou ‘dossiê caseiro’ 
Por Rudolfo Lago, Congresso em foco
Em seu blog, o ex-diretor editorial da Editora Globo afirma que foi o próprio ex-ministro da Fazenda quem passou para a revista Época os dados da conta bancária do caseiro Francenildo dos Santos
Em seu blog, jornalista que foi da revista Época confirma que foi Palocci quem passou diretamente as informações da conta bancária do caseiro Francenildo
Então ministro da Fazenda, Antonio Palocci passou pessoalmente para a revista Época os dados das contas bancárias do caseiro Francenildo dos Santos que mostravam que ele recebera uma quantia, R$ 30 mil, depois da denúncia que fizera, dizendo que Palocci frequentava uma casa onde se fazia lobby e se recebiam garotas de programa. A informação, que confirma que foi o próprio ministro a fonte da matéria, foi dada pelo jornalista Paulo Nogueira, em seu blog Diário do Centro do Mundo. Na ocasião da publicação da matéria, Paulo Nogueira, que hoje vive em Londres, na Inglaterra, era o diretor editorial da Editora Globo, responsável pela publicação de Época e outras revistas. Segundo ele conta em seu blog, Palocci procurou diretamente a cúpula da editora e entregou os dados bancários de Francenildo.”Foi Palocci, sim, quem passou o ‘Dossiê Caseiro’”, escreve Paulo Nogueira em seu blog.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Francenildo Santos é entrevistado pela Veja e fala sobre o patrimônio de Palocci
Para a reportagem, Francenildo contou que deixou de pagar os R$ 60,00 reais para o INSS para comprar fraldas para o caçula.
EDIÇÃO DE WANESSA GOMMES
Nessa semana o assunto mais falado na mídia tem sido o patrimônio de Antônio Palocci, que multiplicou em 20 vezes nos últimos 4 anos.
Ontem (19) o site da revista Veja publicou matéria com o piauiense Francenildo dos Santos Costa, de 28 anos. Francenildo foi um dos personagens do escândalo que derrubou Palocci do Ministério da Fazenda em 2006. Na época o piauiense teve sua conta na Caixa Econômica Federal violada um dia depois de ter dito, em depoimento à CPI dos Bingos, que vira Palocci na casa no Lago Sul, área nobre de Brasília, frequentada por lobistas da chamada "república de Ribeirão". Francenildo teve que explicar a origem de R$ 38.600 reais.
Para a mídia, só vale política suja e autorizada
Por Sérgio Domingues



A mídia está em plena campanha política. O alvo é Palocci. A situação do ministro petista pode até não ser ilegal, mas é imoral. O PT presta mais um serviço à direita. E ainda procura justificar apontando o dedo para a gangue tucana. Tenta trocar um erro pelo outro.
Recentemente, a Câmara Municipal carioca desistiu de comprar automóveis para seus vereadores. Cada um deles custaria 70 mil. Alega-se que a suspensão da compra foi resultado de pressão popular. Menos. Foi muito mais uma campanha da própria imprensa. Os casos de Palocci e dos automóveis oficiais são tudo o que a grande mídia quer.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Natureza paga blindagem de Palocci
A Agência Câmara mostra que a base do governo na Câmara e os partidos PSDB e DEM fecharam acordo para votar, na próxima terça-feira, o Novo Código Florestal, que prevê, dentre outras coisas, a anistia a desmatadores e a redução das áreas de preservação permanente e reserva legal. Estas medidas favorecem o setor primário-exportador, que obtém dólares para as reservas internacionais, garantindo assim a confiança do “mercado”, que ganha com as dívidas interna e externa.