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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Os novos soldados do capitalismo


Antonio Martins
Ataque ao “Occupy WallStreet” revela outro aspecto do esvaziamento da democracia nos EUA: polícia militarizada e “high-tech”, agora contra protestos civis
Na madrugada de terça-feira, durante o assalto ao acampamento do Occupy Wall Street,a polícia de Nova York adotou métodos primitivos. A entrada da imprensa na área da operação polícial foi vetada. Ydanis Rodriguez, um membro do parlamento local, foi agredido e preso, quando tentava encontrar-se com os manifestantes. Houve mais 200 prisões, uso generalizado de gás pimenta e golpes de cassetete. Uma biblioteca de 5 mil livros foi atirada a um contêiner de lixo.
Mas estas cenas de brutalidade são apenas um aspecto menor da operação. Notícias publicadas ontem (15/11) nos jornais norte-americanos, e análises de mais fôlego na imprensa alternativa, revelam algo mais grave. Articulou-se nas últimas semanas, nos Estados Unidos, um esforço policial coordenado, com objetivo de suprimir um movimento que, embora tenha sempre agido de modo pacífico, passou a ser encarado como uma ameaça ao status quo. A investida contra o Occupy reflete a militarização das forças de segurança dos EUA, cada vez mais voltadas a identificar e combater “inimigos internos” — e equipadas com sofisticado armamento “high-tech” contra eles.
Embora a decisão de desocupar praças caiba, institucionalmente, aos prefeitos, a ação policial está sendo tramada nacionalmente. Mais de 40 chefes de polícia das cidades em que o Occupy montou acampamentos mantiveram reuniões constantes nas últimas semanas, muitas vezes por meio de videoconferências. O objetivo dos encontros foi trocar informações sobre as formas mais eficazes de promover a desocupação. Pretende-se evitar, sobretudo, episódios constrangedores para as forças da ordem, nos quais a resistência pacífica as obriga a recuar.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Mobilização pelo Complexo Cultural de Planaltina-DF
Por Adeilton Oliveira*
Foto: Fernando Fídeles / Divulgação
No fim da década de 80, mais precisamente em 1989 com a extinção da rede de supermercados SAB, rede essa vinculada ao GDF, ficou um prédio vazio ao lado da feira de hortifrutigranjeiros de Planaltina, que foi transformada e entregue à comunidade desta cidade com o nome de Casa da Cultura provisória.
A Casa da Cultura logo ganhou forma, mesmo improvisada, mas não importava, o que realmente interessava é que tínhamos um teto e que debaixo deste teto vários artistas deram seus primeiros passos. Dentre eles, este que vos fala, neste espaço foram feitos muitos eventos, festas, peças de teatro, shows musicais, exposições, oficinas, serviu de barracão de escola de samba, da Via-sacra ao vivo de Planaltina, feira de Música...