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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Auditoria da dívida é alternativa à crise
Por Auditoria cidadã da dívida
A Revista inglesa “Red Pepper” traz a reportagem “Behind the Bankers` Mask”, mostrando que a auditoria da dívida tem sido uma alternativa cada vez mais procurada pelos movimentos sociais em vários países para o enfrentamento da crise. A revista traz entrevista com Maria Lucia Fattorelli, falando sobre a experiência brasileira da Auditoria Cidadã da Dívida, e também mostra a auditoria do Equador e as articulações pela auditoria na Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, e agora na Inglaterra.
Conforme mostra a reportagem, “The economic crisis has led activists in countries such as Greece and Ireland to look to developing countries for models of how to fight an all-powerful, self-serving financial system that forces ordinary people to pay the price for its failures. From Dublin to Harare, the call for ‘debt audits’ is being taken up as a vital first step towards educating and mobilising people against an unjust financial system that benefits the few at the expense of the many.”

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Parlamentares portugueses propõem Auditoria da Dívida
Por Auditoria cidadã da dívida
http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/22-6-2011.jpgO Portal Esquerda.net mostra que o Bloco de Esquerda no Parlamento de Portugal apresentou Projeto de Resolução com o objetivo de criar Comissão de Auditoria da Dívida Externa. Diz o Projeto:
A crise da dívida soberana é a expressão mais grave de uma profunda reconfiguração das relações internacionais, da pressão dos mercados financeiros, da vulnerabilidade dos Estados-Nação e das regiões monetárias, como a zona euro, e da evolução das economias reais. No contexto europeu, essa crise arrastou a Grécia, depois a Irlanda e finalmente Portugal para um resgate financeiro definido por um programa de empréstimo e de intervenção económica negociado com o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Portugal: Bloco propõe auditoria da dívida pública e renegociação do pagamento da ajuda externa
O Bloco de Esquerda apresentou esta quarta-feira dois projectos de resolução que visam a renegociação urgente da dívida pública e a criação de uma comissão eventual para a auditoria à dívida externa portuguesa.
Num dos projectos de resolução, o Bloco propõe a “constituição de uma Comissão Eventual para a Auditoria à Dívida Externa Portuguesa que terá como objectivo apresentar, no prazo de noventa dias, um relatório que identifique as condições, tipo de instituições, prazos e natureza dos contratos e responsabilidades que constituem essa dívida total”.
No outro projecto o Bloco propõe, por sua vez, que se “proceda a uma renegociação da taxa de juro e dos prazos do empréstimo contraído, de modo a que essas condições sejam, pelo menos, equiparáveis à de outros contratos estabelecidos em condições semelhantes e nunca mais prejudiciais”.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Maio Espanhol: às portas de um novo tempo?
Por Israel Dutra
“Eles não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir”
A velocidade das notícias, no atual período turbulento que vive o planeta, se multiplica.

A morte de Bin Laden e a prisão de Strauss-Kahn trouxeram à tona mais incertezas no complexo cenário mundial. Contudo, um elemento novo, surpreendeu a todos. A irrupção do movimento de “indignados” em Madrid acelerou ainda mais a história. Seguido por quase 200 manifestações em todo o território espanhol, mobilizou centenas de milhares de pessoas no país. O “15-M”[alusivo a data da primeira manifestação] rompeu a apatia do calendário eleitoral espanhol. Em pleno 2011, temos um novo Maio na Europa. A juventude e o movimento dos “indignados” estão construindo uma ponte com as revoluções do mundo árabe e a luta do povo da Islândia contra os bancos e a crise. Foram manifestações que tomaram as praças centrais de Barcelona, Valencia, Granada, Sevilha, organizando acampamentos permanentes, com decisões assembleístas, atividades diárias, intervenções artísticas. Mesmo proibidos, centenas de milhares de pessoas, no dia da eleições[22 de março] desafiaram o Supremo Tribunal e tomaram as ruas de todo o país. Uma semana em que a Espanha respirou sua nova primavera política.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Portugal – Duas troikas: A exigência de 4 banqueiros mais um empresário
4 banqueiros impuseram a troika externa ao país, o grupo Jerónimo Martins tratou de lançar o marketing da troika interna, composta por PS, PSD e CDS.
Por Carlos Santos Lead, dirigente do Bloco de Esquerda – www.esquerda.net
Desde o 25 de Abril que não temos umas eleições assim. Vamos votar, mas o resultado já está decidido: teremos um programa único imposto pelo FMI, pela Comissão Europeia e pelo BCE. No entanto, no dia 5 de Junho o povo português votará e poderá recusar o diktat da troika do FMI.

sábado, 9 de abril de 2011

Depois da Grécia e Irlanda, Portugal também se rende ao ajuste neoliberal
Por Rodrigo Ávila

A tradicional estratégia dos rentistas de pedir juros cada vez mais altos para refinanciar a dívida fez mais uma vítima. Depois da Grécia e da Irlanda recorrerem à União Européia (UE) e ao FMI, desta vez foi Portugal que jogou a toalha e pediu “ajuda” à UE, para obter empréstimo para pagar as dívidas anteriores. Como contrapartida, o país terá de acatar um severo ajuste neoliberal, que significará o corte de gastos sociais e a retirada de direitos dos trabalhadores, para permitir o pagamento aos rentistas.
A dívida dos países europeus tem aumentado devido aos gastos para salvamento de bancos falidos, e à drástica redução da tributação sobre o lucro das empresas. Porém, os trabalhadores é que estão pagando esta conta.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mercado financeiro e classe trabalhadora: o caso de Portugal e Brasil
De Auditoria Cidadã da Dívida:
A Folha Online mostra que as ações dos bancos de Portugal dispararam após este país ter pedido “ajuda” à União Européia, ou seja, ter pedido empréstimos para pagar as dívidas anteriores. Esta “ajuda” significará mais ajuste fiscal e medidas que retiram direitos dos trabalhadores, para liberar mais recursos para o pagamento aos rentistas.
Esta é mais uma prova de que os mercados financeiros sobrevivem da exploração dos povos, ou seja, quanto mais se retira direitos dos povos, mais sobem as ações dos bancos.
Conforme comentado na edição de ontem deste boletim, os rentistas especularam contra Portugal, exigindo juros estratosféricos para refinanciar a dívida deste país, empurrando-o para um acordo com a União Européia. Como conseguiram seu objetivo, agora os banqueiros comemoram seu “trunfo”.