Mais um trabalhador é assassinado no Pará
Por Comissão Pastoral da Terra – Secretaria Nacional
No dia 09/06/2011, por volta do meio dia, foi assassinado no Acampamento Esperança, município de Pacajá, Pará, o trabalhador rural OBEDE LOYLA SOUZA, 31 anos, casado, pai de três filhos, todos menores.
Ao que tudo indica, Obede foi executado com um tiro de espingarda dentro do ouvido, a 500 metros de sua casa.
Seu corpo foi encontrado somente no sábado, dia 11, por volta das 14h, e levado para a cidade de Tucuruí, onde foi registrado o Boletim de Ocorrência Policial.
Após seu corpo ter sido liberado para o sepultamento, já no cemitério, a Força Nacional chegou à região, suspendeu o enterro e levou o corpo para Belém para perícia. Na madrugada de hoje, 14 de junho, o corpo chegou de volta a Tucuruí, para sepultamento.
Ainda não se sabe exatamente o motivo que provocou o assassinato da vítima. Sabe-se somente que pelo mês de janeiro ou fevereiro, Obede teria discutido com alguém que representa na região o interesse de grandes madeireiros, pelo fato de estarem extraindo madeira de forma ilegal, principalmente castanheira, que é proibido por lei e por estarem deixando as estradas de acesso ao Acampamento Esperança e aos Assentamentos da região, intrafegáveis nesse período de chuvas.
No dia do assassinato, pessoas viram uma camionete de cor preta com quatro homens entrando no Acampamento. Os vidros da camionete estavam abaixados. Quando perceberam que estavam sendo avistados, imediatamente suspenderam os vidros. A pessoa que os viu está assustada, pois acha que pode estar correndo perigo.
Na mesma época que Obede discutiu com essas pessoas ligadas a representantes dos grandes madeireiros da região, Francisco Evaristo, presidente do Projeto de Assentamento Barrageira e tesoureiro da Casa Familiar Rural de Tucuruí, também discutiu com eles pelo mesmo motivo.
Francisco afirma que há alguns dias um homem alto, moreno, com o corpo tatuado e em uma moto estava à sua procura no Assentamento Barrageira e que, por duas vezes, já foi avistado nas proximidades de sua residência, porém em nenhuma das vezes ele lá estava.
Francisco, assim como a pessoa que avistou os quatro homens na camionete no dia da execução do Obede, correm perigo de morte.
Maiores informações:
Cristiane Passos (Assessoria de Comunicação CPT Nacional) – (62) 4008-6406 / 8111-2890
Antônio Canuto (Assessoria de Comunicação CPT Nacional) – (62) 4008-6412
www.cptnacional.org.br
@cptnacional
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
Adelino Ramos (Dinho): Tomba mais um herói na guerra no campo
publicado no dia 31/05/11 em PSOL-PE
NOTA DE REPÚDIO AO ASSASSINATO DE ADELINO RAMOS
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL/RO) vem de público manifestar o seu repúdio e a sua indignação pelo assassinato de Adelino Ramos (Dinho) líder do Movimento Camponês Corumbiara (MCC) neste dia 27 de maio no distrito de Vista Alegre do Abunã, em Porto Velho (RO). Dinho, lutador implacável contra o latifúndio e com posição demarcada sobre a defesa da reforma agrária, do meio ambiente e da justiça no campo, foi vítima da violência no campo praticada por quem quer manter o controle do latifúndio contra a agricultura familiar.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Líderes extrativistas são assassinados em emboscada no Pará
Veja depoimento e denúncias de José Claudio Ribeiro, o lutador extrativista assassinado:
Por Brasil de Fato
Apesar de denunciarem as ameaças de morte, Zé da Castanha e sua esposa não receberam proteção e acabaram mortos por pistoleiros
da Redação
Nesta terça-feira (24), dois líderes extrativistas foram assassinados em Nova Ipixuna, no Pará. José Cláudio Ribeiro da Silva, conhecido como Zé Castanha, e sua esposa Maria do Espírito Santo da Silva foram emboscados por pistoleiros em uma estrada.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Líderes extrativistas são assassinados em emboscada no Pará
Por Brasil de Fato
Veja depoimento e denúncias de José Claudio Ribeiro, o lutador extrativista assassinado, em:
Apesar de denunciarem as ameaças de morte, Zé da Castanha e sua esposa não receberam proteção e acabaram mortos por pistoleiros
Nesta terça-feira (24), dois líderes extrativistas foram assassinados em Nova Ipixuna, no Pará. José Cláudio Ribeiro da Silva, conhecido como Zé Castanha, e sua esposa Maria do Espírito Santo da Silva foram emboscados por pistoleiros em uma estrada.
Por Brasil de Fato
Veja depoimento e denúncias de José Claudio Ribeiro, o lutador extrativista assassinado, em:
Apesar de denunciarem as ameaças de morte, Zé da Castanha e sua esposa não receberam proteção e acabaram mortos por pistoleiros
Nesta terça-feira (24), dois líderes extrativistas foram assassinados em Nova Ipixuna, no Pará. José Cláudio Ribeiro da Silva, conhecido como Zé Castanha, e sua esposa Maria do Espírito Santo da Silva foram emboscados por pistoleiros em uma estrada.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
CPT lançará o relatório Conflitos no Campo no Brasil 2010
No dia 19 de abril, próxima terça-feira, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançará sua publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2010. É a 26ª edição do relatório que concentra dados sobre os conflitos, violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais e suas comunidades e pelos povos tradicionais, em todo o país. O relatório elenca também algumas ações dos homens e mulheres do campo na busca e defesa de seus direitos. O lançamento se realizará na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília. Estarão presentes ao lançamento, o presidente da CPT, Dom Ladislau Biernaski, o conselheiro permanente da CPT, Dom Tomás Balduino, o coordenador nacional da CPT, Pe. Dirceu Fumagalli, o secretário da coordenação nacional da CPT, Antônio Canuto e o professor titular da Universidade de São Paulo (USP), Ariovaldo Umbelino de Oliveira.
Na mesma data, a CPT entregará o relatório à ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes e protocolará o mesmo nos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), Justiça, Meio Ambiente e Minas e Energia, e na Secretaria Geral da Presidência da República.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Polícia desbarata plano para matar Freixo
De Valor Econômico
A polícia prendeu ontem, no Rio, o que se acredita ser o último braço político da milícia no Rio. O vereador Luiz André Ferreira da Silva (PR), o Deco, foi preso na Operação Blecaute, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual. O vereador é acusado de chefiar grupo paramilitar que atua na Zona Oeste e é acusado de ter planejado a execução da atual chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, ainda quando ocupava o cargo de delegada titular da 28ª Delegacia de Polícia, em Campinho na Zona Oeste, e o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que presidiu a CPI das Milícias.
A milícia de Deco é considerada uma das mais violentas da Zona Oeste. De acordo com a denúncia dos procuradores, a quadrilha atuaria há pelo menos sete anos. O grupo executava suas vítimas de forma cruel, usando facões e cordas para enforcamento, e ainda torturava, estuprava, e ocultava cadáveres.
Professor de História, Freixo foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2007. Em 2010, foi reeleito com 177 mil votos, o segundo mais votado no Estado.
De Valor Econômico
A polícia prendeu ontem, no Rio, o que se acredita ser o último braço político da milícia no Rio. O vereador Luiz André Ferreira da Silva (PR), o Deco, foi preso na Operação Blecaute, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público estadual. O vereador é acusado de chefiar grupo paramilitar que atua na Zona Oeste e é acusado de ter planejado a execução da atual chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, ainda quando ocupava o cargo de delegada titular da 28ª Delegacia de Polícia, em Campinho na Zona Oeste, e o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que presidiu a CPI das Milícias.
A milícia de Deco é considerada uma das mais violentas da Zona Oeste. De acordo com a denúncia dos procuradores, a quadrilha atuaria há pelo menos sete anos. O grupo executava suas vítimas de forma cruel, usando facões e cordas para enforcamento, e ainda torturava, estuprava, e ocultava cadáveres.
Professor de História, Freixo foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2007. Em 2010, foi reeleito com 177 mil votos, o segundo mais votado no Estado.
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