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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Democracia Real Já – Artigo de Roberto Robaina


Publicado originalmente no blog de Luciana Genro

Somos 99% contra 1%
Democracia Real Já!

2011 é um ano que não terminou. A irrupção das massas populares árabes colocou novamente com força a ideia da revolução no cenário do mundo e na consciência de milhões de homens e mulheres de todos os continentes. A Tunísia abriu as comportas. Um levante urbano e democrático derrubou a ditadura. O ato seguinte foi mais difícil, porque a ditadura de Mubarak, historicamente apoiada por Israel e pelos EUA, usou com mais rigor o poder das armas do regime militar do estado burguês; mesmo assim os egípcios também venceram e as liberdades democráticas conquistadas alteraram a correlação de forças em toda a região, revigorando a luta palestina, colocando o Estado racista de Israel contra as cordas. A partir daí a revolução tinha se estendido para praticamente todos os países árabes.
Já estávamos em plena primavera árabe. Até que a revolução foi parada no solo líbio. O povo heroico tomou as ruas, iniciava-se a revolução com a conquista de territórios inteiros, mas a ditadura de Kadaffi impediu que o movimento de massas conquistasse a autodeterminação do país. Usando forças mercenárias, derramou o sangue de milhares de pessoas. Com a contrarrevolução deflagrada por Kadaffi, as forças imperialistas tiveram sua chance de intervir com a OTAN e facilitar sua intervenção política no país. Finalmente Kadaffi caiu, muito mais pela ação dos insurgentes do que pela intervenção da OTAN. A vitória das massas, contudo, custou mais caro porque o novo governo assumiu com um nível de associação com forças imperialistas que tem interesses opostos á revolução árabe. Mas o descompasso, e mais do que isso a oposição, entre os interesses das massas e dos novos governos é uma característica comum de todo este processo. A revolução não foi concluída. E não se trata apenas de nossos desejos. As ruas dizem isso, tanto na Tunísia quanto no Egito, que já tiveram uma revolução democrática vitoriosa, quanto nos demais países árabes em que a revolução ainda não venceu seu primeiro round.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Camila Vallejo, líder estudantil chilena, em Brasília nesta quarta
Por Rogério Tomaz Jr., em  Conexão Brasília Maranhão

Líder estudantil chilena estará em Brasília nesta quarta
A líder estudantil chilena Camila Vallejo, presidenta da Federação de Estudantes da Universidade do Chile, estará em Brasília (DF) nesta quarta-feira (29), a convite da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Por conta dos protestos estudantis cobrando a gratuidade do ensino superior, Camila, que é a principal porta-voz do movimento, tem sofrido ameaças de morte da ultradireita chilena*, apoiadora do presidente Sebastián Piñeira e muito saudosa do ditador Pinochet.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Hasta la Vitoria!
Por Thalie Drumond, em Juntos. Publicado em 26 de agosto de 2011
Ontem foi um dia muito importante para os chilenos. Em todo o país ocorreu a maior marcha em 30 anos, desde a queda da ditadura de Pinochet. Aqui em Santiago se quer pude chegar ao ponto de concentração. Era impossível superar a quantidade de pessoas que ocupava as principais ruas da capital. Assim, era também difícil calcular o total de indignados reunidos. Porque uma única rua era insuficiente para todo mundo. Ocupávamos as vias principais, suas travessas, as avenidas paralelas.
Há milhões tomando as ruas de Santiago, hoje o Chile não vai dormir!
Por Thalie Drumond, em Juntos - juventude em luta! - Publicado originalmente em 25 de agosto de 2011
“Vamos compañeros, hay que poner un poco màs de empeño,salimos a la calle nuevamente,la educacion chilena no se vende, se defiende!”
Tentei por duas vezes escrever esta breve nota. Mas, há poucas horas fui interrompida duas vezes por enormes cacerolazos que aconteciam bem em frente à casa onde estou hospedada. Sem pestanejar, fui me juntar a eles. Cerca de uma hora depois, o cacerolazo ainda continua e passo a escrever o relato das últimas 24 horas sem poder ouvir direito o bater das teclas do computador. Enfim, melhor assim.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

América Insurrecta: o Chile está preparando uma das maiores mobilizações de sua America Insurrecta
Por Thalie Drumond
Patria, naciste de los leñadores, de hijos sin bautizar, de carpinteros, de los que dieron como un ave extraña una gota de sangre voladora, y hoy nacerás de nuevo duramente desde donde el traidor y el carcelero te creen para siempre sumergida. Hoy nacerás del pueblo como entonces.
Pablo Neruda
A segunda-feira, após a marcha que reuniu quase um milhão em Santiago, foi marcada por atividades preparativas para a paralisação dos dias 24 e 25. Pela manhã pude acompanhar parte desses preparativos na Universidade Alberto Hurtado, uma das principais e maiores universidades particulares em Santiago. Por lá ocorriam ao mesmo tempo as eleições para os centros acadêmicos, um ato em defesa dos alunos expulsos pela Reitoria por conta da greve e uma reunião de coletivos estudantis para debater as atividades dos dias 24 e 25. Para vocês verem o grau de atividade política entre os estudantes chilenos.

sábado, 20 de agosto de 2011

Dois dias de informes diretos do Chile: a luta da juventude e da sociedade contra entulho da ditadura Pinochet, agora com Piñera
O site Juntos! Direto do Chile é uma preciosidade
O cacerolazo: estudantes secundários saem mais uma vez às ruas
 Publicado em 19 de agosto de 2011 por Nathalie Drumond
Ontem à noite fazia muitíssimo frio. A baixa temperatura ficava ainda mais insuportável devido à umidade. Como havia chovido todo o dia, o frio penetrava na pele junto com as gotículas de orvalho que caía na noite. Era dolorido estar na rua.
Decidimos sair por volta das 21h para acompanhar os panelaços que estavam convocados para os bairros. Estavámos alojados na casa de uma companheira estudante chilena que se localiza próxima ao bairro mais pobre de Santiago do Chile. Apesar de não lembrar em nada as favelas brasileiras, apelidaram-no de “Grand Favela”. Fomos acompanhar o cacerolazo deste bairro que também é o mais populoso de Santiago.
Ato em apoio aos estudantes chilenos agita Porto Alegre
Por Fernanda Melchionna, no site de www.fernandapsol.com.br
Chamados pelo movimento Juntos!, DCE/UFRGS, grêmios estudantis e outros coletivos, estudantes universitários e de ensino médio realizaram hoje, dia 18, um ato em apoio aos estudantes chilenos em Porto Alegre. Mais de 500 jovens se reuniram no Parcão, às 9h, e caminharam até a consulado do Chile onde entregaram um manifesto do movimento estudantil em apoio às mobilizações dos estudantes chilenos ao Cônsul. O manifesto é endereçado ao Presidente do Chile, Sebástian Piñera.
A vereadora Fernanda Melchionna, que esteve no Chile acompanhando as mobilizações estudantis do país, participou da manifestação. Fernanda ressaltou a importância de fazer atos em apoio à juventude chilena que está sendo fortemente reprimida. Ainda lembrou, que a vitória dos estudantes de lá também é a nossa vitória: não apenas pela solidariedade às suas reivindicações, mas, também, por que ajuda a fazer com que, através do efeito exemplo, os brasileiros percebam que a luta muda a vida.
Porto Alegre é chilena de coração
Por Camila Goulart, em Megafonadores
Chamados pelo movimento Juntos!, DCE/UFRGS, grêmios estudantis e outros coletivos, estudantes universitários e de ensino médio realizaram ontem, dia 18, um ato em apoio aos estudantes chilenos e em defesa da educação em Porto Alegre. Nós do Megafonadores acompanhamos ativamente os mais de 500 jovens que se reuniram no Parcão, às 9h, e caminharam até a consulado do Chile onde entregaram um manifesto do movimento estudantil em apoio às mobilizações dos estudantes chilenos ao Cônsul, endereçado ao Presidente do Chile, Sebástian Piñera.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Juntos! Chile visto por oposição de esquerda da UNE
Já que a Televisão não informa direito o que está acontecendo no Chile, então eu ficarei de olho no blog http://diretodochile.juntos.org.br/, que a Joana e a Nathalie nos contam precisamente direto de lá! Fernanda Melchionna esteve lá e tem direto postado excelentes textos no www.fernandapsol.com.br/
Estudantes chilenos e hondurenhos protestam por melhorias na educação
*Agência Brasil – Renata Giraldi, em PSOL 50
A exemplo do que ocorre no Chile há três meses, os estudantes de Honduras promovem protestos em todo país em defesa de mudanças e investimentos em educação. Em Honduras, os estudantes temem a proposta de privatização do ensino, enquanto no Chile o presidente do país, Sebastián Piñera, tenta negociar o fim do impasse por meio de um acordo com senadores e deputados.
Piñera se reúne quarta-feira (17/08) com os parlamentares da base aliada em busca de uma solução para a crise que atinge a educação no país. Ontem (16/08), os alunos se reuniram com os senadores e deputados e recusaram qualquer acordo. O porta-voz dos estudantes secundaristas, Freddy Fuentes, disse que eles desconfiam da classe política, o que impossibilita negociações.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O Exemplo que vem do Chile     
Por Ib Sales Tapajós*

Durante muitos anos, o Chile foi apresentado pelos arautos do neoliberalismo como um país modelo no que tange às políticas educacionais. Ainda hoje, mesmo com a enorme crise em que se encontra a educação chilena, há “especialistas” na América Latina que reivindicam os sucessos do sistema de ensino municipalizado, privatizado, competitivo e “eficiente” construído a partir da ditadura do general Augusto Pinochet, que governou o país a ferro e fogo de 1973 a 1990.
De fato, o Chile foi um verdadeiro laboratório do neoliberalismo, o primeiro país latino-americano a aplicar o receituário neoliberal, reduzindo drasticamente o âmbito de atuação do Estado para dar lugar à iniciativa privada. Na educação, foram realizadas sucessivas contra-reformas que negaram completamente o ideal de um ensino público, gratuito e universal.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Crise financeira mostra regime em beco sem saída, diz Chesnais
Por Eleonora de Lucena, em Folha - entrevista completa

A crise financeira não tem final à vista. O modelo de crescimento baseado em endividamento, seguido nos países ricos, está num beco sem saída. E o calcado em exportações de insumos --como o do Brasil-- pode não funcionar por muito tempo.
A análise é do economista marxista francês François Chesnais, 77, professor emérito da Universidade de Paris 13 e autor de "A Mundialização do Capital" (1996) e organizador de "A Finança Mundializada" (2005).
Da revolta dos pinguins ao inverno quente de 2011
Por Fernanda Melchionna
Um niño em una alameda
Y cantará con sus amigos nuevos
Y esse canto será el canto del suelo
A uma vida segada em La Moneda
Yo pisará lãs calles nuevamente
De lo que fue Santiago ensangrentada
Y em uma hermosa Plaza liberada
Me detendré a llorar por los ausentes.
Pablo Milanés – Yo Pisará Las Calles Nuevamente
Se o presente é de luta, o futuro nos pertence
O inverno chileno nada teve de frio no coração dos estudantes, o calor das ruas, do ascenso juvenil vai mandando ventos quentes também a outros países do continente. São mobilizações multitudinárias amplamente apoiadas pela população que tomam as cidades do Chile. São jovens de 14, 15 anos que pegam a política para si e desde cedo aprendem que este modelo de mercantização da educação não serve para o futuro. São jovens sem medo da repressão que cantam nas ruas lindas palavras de ordem em defesa da educação, pela democracia e pela liberdade. São grupos de escolas que saem espontaneamente e fazem suas ocupações e atos de rua. São milhares de vozes num mesmo tom, um canta de um lado da rua e quando se vê são centenas cantarolando: “vamos companheiros, é preciso um pouco mais de empenho, a educação chilena não se vende, se defende”. Usam da criatividade incorporando as expressões culturais da juventude nos protestos: é o thirller do Michael Jackson pela educação, são os super-heróis para derrotar os vilões da educação, são os pingüins contra a repressão. São as cores da juventude para construir o novo!

domingo, 14 de agosto de 2011

Galeano afirma que estudiantes chilenos "están dando una lección de dignidad democrática"
De Telesur
El escritor uruguayo Eduardo Galeano expresó este martes su solidaridad y admiración con el movimiento estudiantil de Chile que desde hace meses está exigiendo en ese país suramericano una educación pública incluyente y de calidad. El literato afirmó que los jóvenes “demuestran que hay otro país posible” y que “están dando una lección de dignidad”.
En una carta publicada a través de la Asociación General de Autores del Uruguay (Agadu), Galeano enfatizó que los estudiantes chilenos están demostrando valentía y agradeció el coraje con el que los jóvenes luchan en defensa del derecho a la enseñanza.

sábado, 13 de agosto de 2011

Ato em solidariedade à luta dos estudantes chilenos
São Paulo
quarta, 17 de agosto às 17:00
Local: Em frente ao Consulado do Chile - Av. Paulista, 1009
Mais informação no Juntos - juventude em luta!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

“Estamos dispostos a perder todo ano escolar para não pagarmos mais pela educação”
Por Fernanda Melchionna* e Joana Salém Vasconcelos**. De Santiago do Chile. Em Juntos - juventude em luta!
Entrevista com Miguel Roboyedo, porta voz dos estudantes chilenos em greve de fome desde o dia 25 de julho.
Sou Miguel Roboyedo, do Liceu Experimental Artístico, tenho 17 anos, e sou porta voz dos estudantes secundaristas que estão em greve de fome.
JSV – Qual são as principais reivindicações dos estudantes em greve de fome?
MR – Atualmente, são 5 eixos essenciais de nosso movimento. Primeiro, o fim da repressão policial aos liceus ocupados e às marchas de rua organizadas pelo movimento estudantil. Ou seja, o direito de manifestação, o fim das prisões políticas, o fim das invasões policiais durante a madrugada nas escolas ocupadas. A polícia já prendeu alunos que estão em greve de fome, e o nível de defesa desses alunos está debilitado… Segundo, o passe escolar gratuito nos 365 dias do ano. Terceiro, o fim do lucro com a educação. Quarto, a valorização dos estágios dos estudantes secundários técnicos, que atualmente não é remunerado. Quinto, o fim da privatização da escola secundária.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

#indignados. #Juntos! Líder da Oposição de esquerda da UNE em ato de apoio aos chilenos
O líder da Oposição de esquerda da UNE, Rodolfo Mohr, participou de ato ontem (10) em frente à embaixada do Chile no Brasil. Cerca de 40 jovens se reuniram no local em Brasília para apoiaram a luta dos estudantes, juventude, sindicatos, trabalhadores, famílias, enfim, da sociedade chilena em favor da educação pública, de nova constituinte e melhores condições de vida para o povo. Lutas da Democracia REAL Já!
- Mais fotos e notícia do Correio, clique abaixo

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Mobilização no Chile - 07 de agosto de 2011
Enviado por Fernanda Melchionna
Pequeno depoimento sobre o Dia das Crianças de Luta no Chile... Avante Pinguinos.
Depois da brutal repressão às mobilizações estudantis chilenas, a população organizou no dia das crianças o melhor presente para os seus filhos: uma marcha em defesa da educação!

Famílias se aliam à causa dos estudantes no Chile
Por Redação de Correio do Brasil, com Ansa - de Santiago
Pais e demais familiares dos estudantes sairam às ruas para protestar contra o governo de direita do Chile
Milhares de famílias chilenas apoiaram a causa estudantil e saíram às ruas da capital, na noite passada até o início da madrugada desta segunda-feira, para reivindicar uma educação gratuita e de qualidade no país, os manifestantes também exigiram do governo o fim da repressão ao movimento de estudantes.
A presidente da Confederação dos Estudantes da Universidade do Chile (Confech), Camila Vallejo, estimou que cerca de 100 mil pessoas participaram da manifestação convocada pela Coordenação Metropolitana de Estudantes do Ensino Médio e pela Associação dos Professores.
Revolta estudantil ganha adesões no Chile
Mais de 10 mil pessoas vão às ruas em Santiago para apoiar protestos contra o enfraquecido governo de Sebastián Piñera
Manifestações recebem impulso depois de a Presidência proibir marchas utilizando um decreto da ditadura
Por Lucas Ferraz, em Santiago, publicado em Folha de S. Paulo
Foto: Felipe Trueba/Efe
Jovem com máscara onde se lê ‘huelga’ (greve) participa de ‘protesto familiar’ realizado no centro de Santiago, ontem
Os estudantes da primavera chilena ganharam amplo respaldo popular e agora desafiam com ainda mais força o debilitado governo de Sebastián Piñera.
Numa atípica comemoração do Dia das Crianças, ontem, mais de 10 mil pessoas saíram às ruas de Santiago numa marcha de apoio aos protestos estudantis, que se iniciaram há quase três meses em prol de uma reforma no sistema de educação.
Numa pacífica manifestação com balões, pipocas e muitas críticas ao governo, crianças, jovens, pais, avós e professores repudiaram a violenta repressão policial da última semana, que terminou com um saldo de quase 900 detidos e 90 policiais feridos.