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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

PSOL encontra esquerda anticapitalista grega
Por Fundação Lauro Campos, em 18 de dezembro de 2012
 

 No dia 17 de dezembro, em São Paulo, aconteceu o encontro de delegações entre o PSOL e a Syriza- Esquerda radical grega, para discutir iniciativas e projetos comuns.  A reunião foi parte do esforço que Syriza faz de ampliar seu leque de relações internacionais, especialmente na América Latina, destino prioritário desta sua agenda. No Brasil, foram marcados encontros institucionais com Partidos, Movimentos, Centrais Sindicais, dentre esses o PSOL.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Informações da Grécia
Por Syriza, traduzido por Luciana Genro

Traduzo para todos o informe que acabo de receber direto da Grécia, dos companheiros da Syriza, sobre a luta em curso!

Hoje à noite, e depois de um “processo expresso” completamente anti-constitucional , que durou menos de 24 horas, o Parlamento grego votou a favor das novas medidas de  austeridade  prescritas nos 800 páginas (!) Do Memorando (3 cortes de 13,5 mil milhões de euros ).

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Entrevista a Alexis Tsipras: "O dracma não é opção"
A política de austeridade extrema está a levar a União Europeia pela rua abaixo em direção ao desastre, diz Alexis Tsipras, líder da Syriza, e apenas uma mobilização popular ampla a pode parar.

Entrevista de George Gilson, do Athens News. Em Esquerda.net

"A Europa não deve continuar a ser mantida refém dos bancos", defende Alexis Tsipras.

Tsipras apela a uma solução inclusiva para a dívida da União Europeia (UE) do Sul, ligando o serviço da dívida ao crescimento, e insiste que os credores nunca recuperarão o seu dinheiro se o memorando for executado. Apoia uma reforma da administração pública com avaliações de desempenho, mas insiste que os despedimentos coletivos em massa destruirão a administração pública e que o governo vê as avaliações como um pretexto para esses despedimentos.

terça-feira, 17 de julho de 2012


Como os eurocratas adiam o ponto crítico
Por Slavoj Zizek, Folha de SP

O resultado das eleições gregas de 17 de junho a vitória apertada do partido conservador Nova Democracia sobre o esquerdista Syriza e a formação de um governo de coalizão pró-europeu suscitou, previsivelmente, um gigantesco suspiro de alívio em toda a Europa: a catástrofe tinha sido evitada por pouco, o euro e a unidade europeia prevaleceram...


O que aconteceu, na realidade, foi que se perdeu uma oportunidade única para a Europa finalmente encarar a profundidade de seu impasse econômico e político. O suspiro de alívio queria dizer: evitamos despertar, podemos continuar a sonhar. Recentemente, Richard Quest, da CNN, propôs uma metáfora adequada para descrever esse sonhar quando comparou as autoridades europeias aos proverbiais malabaristas do circo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Juventude e eleições: é hora de ocupar a política

Por Naiady Piva*, PSOL Curitiba

Manifesto de contribuição à pré-candidatura a vereador de Wagner, da juventude do PSOL Curitiba
Velhos senhores engravatados, sentados em uma bancada. Com uma associação de moradores, uma rádio comunitária ou uma igreja embaixo do braço. É este o retrato da política exercida por quem tem o monopólio de exercê-la. Como existem as exceções que confirmam a regra, a própria institucionalidade permite a inclusão de elementos que fogem a ela. É o caso de mulheres, jovens e figuras que rompem com o protocolo de maneira não necessariamente politizado. Todos incluídos, figurando ao lado dos senhores donos da casa.

sábado, 16 de junho de 2012

A hora grega
Por Israel Dutra*, em Fundação Lauro Campos

GréciaAs eleições gregas do domingo dia 17 estão sendo acompanhadas com o mesmo interesse de uma eleição presidencial estadunidense. Editoriais e articulistas dos principais jornais do mundo tratam diariamente das pesquisas eleitorais, realizando prognósticos, discutindo seus desdobramentos, causas e efeitos. A coalizão da esquerda radical, Syriza, que lidera algumas pesquisas de opinião, é notícia por todo o planeta.A imagem de seu líder Alex Tsipras se tornou conhecida por milhões. Não apenas estudiosos em ciência política ou especialistas em relações internacionais estão discutindo a próxima eleição grega. E tem razão quem coloca este tema como central na pauta do mundo: o resultado eleitoral terá inevitável consequência para o futuro próximo da União Europeia, em meio à mais grave crise do Euro e do capitalismo no século XXI.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Compreenda a Syriza, o PSOL grego
Por Stathis Kovelakis, entrevistado por Philippe Marlière, em Mediapart
Traducción: Faustino Eguberri para Viento Sur

“Syriza es la expresión de una nueva radicalidad de izquierda”

Stathis Kovelakis es profesor de filosofía política en el King’s College de Londres y un intelectual muy conocido en la izquierda francesa y griega. Fue candidato (en una posición no elegible) en las listas de Syriza para las elecciones del 6 de mayo de 2012 y vuelve a serlo en los próximos comicios del 17 de junio. Pocos días antes de las nuevas elecciones legislativas, cuando la mayoría de los sondeos sitúan a Syriza por delante de Nueva Democracia (derecha), parece conveniente saber más cosas de Syriza, una formación de izquierda radical que es relativamente desconocida fuera de Grecia. En esta entrevista, Stathis Kuvelakis analiza Syriza y explica los orígenes de esta coalición de partidos, describiendo asimismo la sociología de su militancia y de su electorado y abordando sus referencias ideológicas. Detalla las razones del notable avance de Syriza el pasado mes de mayo, así como su postura ante la cuestión de la deuda y de los socios de la zona del euro.

quinta-feira, 14 de junho de 2012


Notas de Atenas (I): "Um governo de esquerdas deve existir agora porque depois pode ser demasiadamente tarde"
Por Jorge Costa, Bloco de esquerda
O dirigente bloquista Jorge Costa está em Atenas, onde tem participado na campanha da Syriza. Nestas “Notas de Atenas” relata ao esquerda.net as suas impressões acerca do momento político grego, em vésperas das eleições que podem trazer mudança à Europa asfixiada pela austeridade e o roubo.Artigo |14 Junho, 2012 – 09:53
Comício Syriza em Patras.
Mulheres com crianças, muitos reformados, poucos jovens. A Grécia acaba de perder com a República Checa e a noite cai sobre o jardim central de um subúrbio de Atenas – Kamatero. Uma carrinha carregada de polícias parece um exagero num comício de bairro. O aparato surpreende a própria Rena Dourou, deputada do Syriza cuja presença ali é a justificação dada pelo comandante para todo aquele aparato. Há uma semana, Rena foi atacada por um nazi do partido Aurora Dourada em directo na televisão. Antes de fugir do estúdio, o gangster ainda bateu numa deputada comunista e, desde então, anda a monte. Mas no jardim de Kamatero, os apoiantes do Syriza e a polícia olham-se com distância. Um estudo de opinião recente indica que, nas eleições do início de Maio, o partido nazi foi o mais votado entre os membros das forças especiais e de choque, muito aumentadas em número pelo Pasok nos últimos anos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Quando a fraqueza ajuda e a força atrasa

Por Roberto Robaina, em Sul21

A construção de partidos políticos da classe trabalhadora é um desafio enorme e difícil. Ao longo do século XX o movimento dos trabalhadores teve muitas experiências de construção de projetos partidários que respondessem aos seus interesses. É um consenso entre as principais correntes marxistas e pensadores socialistas do mundo que a experiência do PT no Brasil foi uma das mais ricas da América Latina. Não são poucos, aliás, os que sustentam que o PT se constituiu como a mais importante expressão no mundo da construção da classe trabalhadora como sujeito político.
Democracia, o novo fantasma dos mercados 
Slavoj Žižek analisa: grande novidade na Grécia é chance de uma alternância real de políticas. Por isso, começou o terrorismo midiático

Por Slavoj Žižek, na London Review of Books | Tradução: Vila Vudu, em Outras palavras

“O sujeito que odeia os progressistas em Londres,
apresenta-se como progressista na África”
[Chesterton, 1808, loc. cit. (Nota 1) [NTs].

Imagine uma cena de um filme distópico que mostre nossa sociedade num futuro próximo. Guardas uniformizados patrulham ruas semivazias dos centros das cidades, à caça de imigrantes, criminosos e desocupados. Os que encontram, os guardas espancam. O que parece fantasia de Hollywood já é realidade hoje, na Grécia. Durante a noite, vigilantes uniformizados com as camisas negras do partido neofascista Golden Dawn [Aurora Dourada], de negadores do Holocausto –, que receberam 7% dos votos no segundo turno das eleições gregas e que contam com o apoio, como ouve-se pela cidade, de 50% da polícia de Atenas – patrulham as ruas, espancando todos os imigrantes que cruzem seu caminho: afegãos, paquistaneses, argelinos. É como a Europa defende-se hoje, na primavera de 2012.

quarta-feira, 23 de maio de 2012


Solidariedade com Syriza
PSOL

Na Grécia os trabalhadores e o povo em geral resistem bravamente com mobilizações em massa e greve geral desde 2009 aos planos de ajuste da crise ditados pelo capital financeiro e as classes dominantes européias. Pela primeira vez desde que a crise começou em 2007, há a possibilidade de se ter um governo que sirva aos interesses da população grega. A Grécia está falida e seu povo na miséria. Respondendo fielmente aos interesses da ditadura dos mercados de capitais financeiros os últimos governos gregos reduziram salários, elevaram as taxas de desemprego a mais de 20%, alcançando 50% entre os jovens, e uma dívida impagável com o capital internacional. Na prática privatizam os lucros e socializam os prejuízos.