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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

As jornadas de junho, a repressão e as provocações anarquistas (sobre a defesa de Lucas)
Por Roberto Robaina

As jornadas de junho mudaram o Brasil. Já tem se falado muito sobre isso e continuaremos falando, debatendo, escrevendo. No nosso caso, mais do que isso, buscaremos ser fieis a estas jornadas, ao que denominamos a revolta de junho. Sua importância foi histórica. Tanto é assim que uma hipótese de trabalho é que tenha se aberto no país uma situação pré-revolucionária ou pelo menos tenha se fortalecido as tendências nesta direção. O certo é que toda a situação inevitavelmente se transforma com uma razoável intensidade quando milhões de pessoas irrompem na cena pública, quando ruas e praças são tomadas por marchas, passeatas e protestos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Impressões do primeiro debate
Por ROBERTO ROBAINA, candidato do PSOL 50 para Prefeito de Porto Alegre/RS

A Rádio Gaúcha e a TV COM realizaram o primeiro debate das eleições. Ocorreu no primeiro dia de campanha, na sexta-feira pela manhã. Foi um mérito em si mesmo ter organizado este momento democrático, já que nesta oportunidade todos tiveram
exatamente o mesmo espaço na disputa. Estes momentos de debates, aliás, são os únicos em que as condições de disputa são realmente iguais para todos.


segunda-feira, 9 de julho de 2012


Eu sou carioca e fecho com Marcelo Freixo
Jingle de Caetano Veloso para Marcelo Freixo PSOL 50 Prefeito
Por Roberto Robaina
"pois a cidade está vendida
e o povo está vendado
alegria de mentira
passa no noticiário
mas eu não sou otário
e eu quero entender
a verdade que se passa
mas não passa na TV
Então eu não aceito
Eu não me rebaixo
O buraco está ficando 
cada vez mais para baixo"


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Robaina sobre Fortunati, Manuela e Villaverde: 'por que disputam?'

Por Maurício Tonetto e Demétrio Pereira - Direto de Porto Alegre - Publicado em:

Terra

Candidatos participam do primeiro debate para a prefeitura de Porto Alegre. Foto: Mauricio Tonetto/Terra
Candidatos participam do primeiro debate para a prefeitura de Porto Alegre
Foto: Mauricio Tonetto/Terra


Os candidatos do Psol e do PSTU à prefeitura de Porto Alegre, Roberto Robaina e Erico Corrêa, afirmaram nesta sexta-feira, em debate promovido pela rádio Gaúcha e TVCom, que um mesmo projeto político pauta as candidaturas do atual prefeito, José Fortunati (PDT), da deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB) e do deputado estadual Adão Villaverde (PT).
Apontando a responsabilidade social como essência de seu programa, Robaina afirmou que os três adversários que compõem a base da presidente Dilma Rousseff privilegiam um modelo que destina recursos para grandes empresas, e não para a população. "Tanto Manuela, quanto Villaverde, quanto Fortunati defendem esse modelo levado adiante, que privilegia as grandes empresas. A pergunta que se tem que fazer é, afinal, por que disputam em Porto Alegre se defendem o mesmo projeto no Estado e no País?", questionou o candidato do Psol.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Nada Deve Parecer Impossível de Mudar
Por Roberto Robaina, no Facebook
Estive reunido com Marcelo Freixo em seu apartamento no Rio de Janeiro. Como sempre, recebido com carinho e fraternidade por ele e sua camarada e esposa Renata. Foi um tarde de sábado excelente. Nossa reuniao tratou da situação do país e do PSOL. Expressei a alegria de nossos militantes com a possibilidade real do PSOL ser uma alternativa política numa das mais importantes cidades do país. Uma combinação de fatores com certeza fará das eleições de lá um fato histórico. O rio pode estar mostrando o caminho do Brasil. O trabalho e o talento de Marcelo tem sido fundamentais neste sentido. Nos orgulhamos de estar entre os fundadores do PSOL e de ter ele como camarada.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Em defesa do leninismo - Algumas considerações sobre a teoria da revolução em Lênin
Por Roberto Robaina
Em 1921 Lênin escreveu o informe para o congresso da III internacional com muitas análises econômicas se apoiando nos dados de um economista burguês da época que não tinha ainda grande peso. Mas Lênin o reconheceu como um dos mais capazes. Este economista, antibolchevique fervoroso, tinha sido um dos representantes ingleses nas negociações de Versalhes, em 1918-19. Ele se demitiu por não concordar com os termos do acordo do final da Primeira Grande Guerra, que, segundo seu posicionamento, oneraria a Alemanha com dividas de reparações e destruiria as possibilidades industriais do país. Desta forma a Europa não teria como retomar seu desenvolvimento capitalista, o que conduziria a novos conflitos. Ele escreveu um livro sobre o assunto chamado “As conseqüências econômicas da paz”. Refiro-me a Maynard Keynes

sábado, 12 de março de 2011

Formação Política - Sobre a revolução russa,
a teoria da revolução permanente 

e a situação atual

Roberto Robaina, membro da executiva nacional do PSOL.


Nossa escola trata de temas muito vastos e os textos permitem que se desdobrem muitas discussões. O debate da revolução russa e da permanente. Esse é o centro.

A primeira questão é a idéia do socialismo, da objetividade dessa idéia. A definição da necessidade do socialismo, da superação do modo de produção capitalista, remete a um debate que a Rosa Luxemburgo tinha com Bernstein, o debate com o revisionismo. Foi a primeira corrente no interior do movimento operário que militou contra o marxismo, falando em nome do marxismo. Foi uma corrente que apontava que o socialismo era uma possibilidade e que o capitalismo não necessariamente produzia contradições a ponto de levar a um choque que colocasse  o socialismo como uma necessidade histórica. O socialismo seria uma opção ética, uma opção de justiça social. Bernstein dizia isso: o capitalismo desenvolve as forças produtivas e nós socialistas achamos que é preciso distribuir a riqueza de um modo melhor, que é preciso organizar a sociedade de um modo diferente, então por razões éticas  e de justiça social nós defendemos o socialismo, mas ele não é uma necessidade, mas sim uma opção. A Rosa polemizando com Bernstein dizia que não, que o socialismo é uma necessidade, ou seja, ele se impõe como necessidade pelo próprio desenvolvimento do capitalismo e das suas contradições.