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terça-feira, 24 de julho de 2012

Terracap: o ovo da serpente
Por Antônio Lisboa Cambacica*, aposentado, para O MIRACULOSO
 

Nas primeiras horas do dia 1º de Julho de 2011, enquanto a cidade dormia, os deputados distritais votavam o projeto de lei de autoria do Poder Executivo, nº 427/2011, que “Dispõe sobre o objeto social da Companhia Imobiliária de Brasília –TERRACAP”; o projeto que ficou conhecido como “o projeto de lei que dá superpoderes à Companhia Imobiliária de Brasília”[i]. Sob a desculpa de reorganizar os mecanismos de gestão administrativa e financeira da empresa para que ela possa atuar, efetivamente, como agência de desenvolvimento do Distrito Federal e desenvolver as obras para a Copa do Mundo, o governo de Agnelo ampliou, de maneira absurda e inconstitucional, as atribuições e as receitas da Terracap. Para o ano de 2012, a Terracap contará com recursos que beiram R$ 685 milhões, fora a receita arrecadada na venda de lotes, que só no ano de 2009, com as primeiras vendas do chamado Setor Noroeste, (viabilizado por meio da propina distribuída por José Roberto Arruda), alcançou a esfera de R$ 1,7 bilhões.