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segunda-feira, 14 de maio de 2012

A novidade é Carlos Giannazi

Por Maurício Costa de Carvalho*

A última pesquisa do Ibope sobre as eleições paulistanas praticamente repete a última do Datafolha. Com um detalhe que pode passar desapercebido para muita gente mas que não é insignificante: na primeira vez em que aparece oficialmente como pré-candidato à prefeitura, o deputado estadual Carlos Giannazi do PSOL já pontua. Para esta pesquisa, que tem o intuito de avaliar o quanto são conhecidos os nomes apresentados para a disputa eleitoral, o surgimento de Giannazi é a novidade, uma importante surpresa.
Giannazi foi o último pré-candidato a ser definido, há pouco mais de um mês. Praticamente não teve exposição na mídia, não é uma figura da política nacional nem foi apresentador de TV como é o caso de outros pré-candidatos, não presenteia milhares de pessoas com livros seus, não é “dono” de máquinas sindicais e estudantis e não tem apoio de pré-candidatos a vereador que já são parlamentares ou nomes consolidados na política.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

República dos rentistas e insatisfação popular
Por Auditoria cidadã da dívida
Os jornais mostram a queda na aprovação da Presidente Dilma Rousseff, segundo a pesquisa CNI/IBOPE, realizada nos dias 28 a 31 de julho. Os aspectos econômicos foram os que mais perderam popularidade, como no caso da política de juros, cuja desaprovação aumentou nada menos que 20 pontos percentuais apenas no período de março a julho (de 43% para 63%).
Ou seja: a população já não está mais aceitando o velho argumento oficial – sempre criticado por este boletim - de que as contínuas altas na taxa Selic seriam necessárias para combater a inflação. Até porque a própria política de combate à inflação também sofreu séria queda: a sua desaprovação subiu de 42% para 56% de abril a julho.
Tais dados mostram que grande parte da população já entendeu que a inflação de alimentos e de preços administrados pelo governo (como os combustíveis) não pode ser combatida pela alta de juros, que ocasiona a explosão do endividamento.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Avaliação positiva do governo Lula/Dilma cai de 80% para 56%
Por Rodrigo Ávila

Hoje foi divulgada a pesquisa Ibope (encomendada pela CNI) mostrando que 56% da população consideram o governo Dilma Rousseff como “ótimo” ou “bom”, ou seja, uma queda de 24% frente à última pesquisa sobre o governo Lula, em dezembro de 2010, quando este percentual era de 80%.
No quesito “aprovação” do governo, o percentual caiu de 87% para 73%.
Na pesquisa por área de governo, houve queda em todas elas. Na esfera econômica, a aprovação caiu nas áreas do Combate ao Desemprego (66% para 58%), Combate à inflação (56% para 48%), política de juros (de 46% para 43%) e Impostos (39% para 36%). Além do fator “carisma” – no qual Dilma perde amplamente para Lula - esta queda pode ter relação com o forte ajuste fiscal realizado após as eleições, com as medidas de contenção do crédito.
Nas áreas sociais, a aprovação também caiu nas áreas de política de combate à fome e à pobreza (de 71% para 61%), educação (57% para 52%), Saúde (42% para 41%) e Segurança Pública (49% para 44%). Na área do Meio Ambiente, também caiu de 60% para 54%. Tais quedas também devem guardar relação com os recentes cortes de R$ 50 bilhões no orçamento.