Da revolta dos pinguins ao inverno quente de 2011
Por Fernanda Melchionna
Y cantará con sus amigos nuevos
Y esse canto será el canto del suelo
A uma vida segada em La Moneda
Yo pisará lãs calles nuevamente
De lo que fue Santiago ensangrentada
Y em uma hermosa Plaza liberada
Me detendré a llorar por los ausentes.
Pablo Milanés – Yo Pisará Las Calles Nuevamente
Se o presente é de luta, o futuro nos pertence
O inverno chileno nada teve de frio no coração dos estudantes, o calor das ruas, do ascenso juvenil vai mandando ventos quentes também a outros países do continente. São mobilizações multitudinárias amplamente apoiadas pela população que tomam as cidades do Chile. São jovens de 14, 15 anos que pegam a política para si e desde cedo aprendem que este modelo de mercantização da educação não serve para o futuro. São jovens sem medo da repressão que cantam nas ruas lindas palavras de ordem em defesa da educação, pela democracia e pela liberdade. São grupos de escolas que saem espontaneamente e fazem suas ocupações e atos de rua. São milhares de vozes num mesmo tom, um canta de um lado da rua e quando se vê são centenas cantarolando: “vamos companheiros, é preciso um pouco mais de empenho, a educação chilena não se vende, se defende”. Usam da criatividade incorporando as expressões culturais da juventude nos protestos: é o thirller do Michael Jackson pela educação, são os super-heróis para derrotar os vilões da educação, são os pingüins contra a repressão. São as cores da juventude para construir o novo!