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segunda-feira, 6 de junho de 2011

A inflação e a dívida pública
Por Maria Lucia Fattorelli
É evidente que toda a sociedade apoia o controle da inflação, porém, os instrumentos utilizados pelo Banco Central não estão de fato combatendo a alta de preços, mas se prestam a promover uma brutal transferência de recursos públicos p/ o setor financeiro privado, a elevadíssimo custo, tanto financeiro como social
Em razão da marca negativa deixada pela inflação galopante dos anos 1980 até início dos anos 1990, não foi difícil convencer a população, parlamentares e poderes constituídos de que o país necessitava de um “Regime de Metas de Inflação”.

domingo, 5 de junho de 2011

Protestos em Atenas são anti-pacote do FMI
 A partir de GRÉCIA: "As pessoas estão fartas, é isso", diz manifestante, da Folha
CAROLINA VILA-NOVA, EM BERLIM
O grego Aryiris Panagopoulos desembarcou anteontem na Espanha com um objetivo: combinar com os colegas espanhóis um "protestaço" simultâneo para hoje nas emblemáticas praças do Sol, de Madri, e Syntagma (da Constituição), de Atenas.
Depois de episódios violentos que culminaram na morte de manifestantes há cerca de um ano, os gregos andavam quietos.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O FMI, a dívida e o agressor sexual, Diretor-Gerente do FMI
De Auditoria da dívida: auditoriacidada@terra.com.br
Os jornais noticiam a prisão do Diretor-Gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, sob a acusação de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro de uma camareira de um hotel de luxo em Nova Iorque, cuja diária custa 3 mil dólares. O Diretor-Gerente foi detido pela polícia na primeira classe de um vôo para Paris.
Além de mostrar o estilo de vida dos dirigentes desta instituição – hotéis de luxo, viagens em primeira classe – este fato é bastante ilustrativo de como se comporta historicamente o Fundo Monetário Internacional com os países a serem “ajudados”: violação sistemática e continuada dos direitos humanos para privilegiar os rentistas.
Kahn tem sido o principal articulador dos pacotes de “ajuda” a países da Europa, sob a justificativa de “salvar” estes países, mas que na realidade, impõem medidas nefastas para os trabalhadores, como cortes de gastos sociais, reformas da previdência e privatizações, tudo para permitir a continuidade do pagamento de uma questionável dívida, feita em grande parte para salvar bancos falidos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

 Irlanda institui Auditoria Cidadã da Dívida
Notícia do Portal “Bussiness World” mostra que movimentos sociais da Irlanda lançaram hoje a Auditoria Cidadã da Dívida naquele país. Conforme mostra a notícia, a auditoria focará “a dívida dos bancos privados transferida ao setor público” e “visa apoiar a população para o real entendimento dos níveis da dívida irlandesa e suas implicações”.
O governo irlandês fechou recentemente um acordo com o FMI, para pagar as questionáveis dívidas anteriores, decorrentes do salvamento de bancos falidos e das altas taxas de juros. Esta iniciativa de auditoria mostra que cresce a resistência dos trabalhadores europeus contra os pacotes de cortes de gastos sociais e retirada de direitos. Conforme comentado na semana passada por este boletim, na Islândia a maioria da população votou contra o pagamento da dívida externa, em referendo ocorrido no início de abril.
Já no Brasil, o Senado Federal aprovou hoje a Medida Provisória (MP) 513, que prevê a emissão de mais títulos da dívida interna para serem entregues ao chamado “Fundo Soberano”, para que este Fundo compre ativos no exterior, tais como dólares ou títulos do Tesouro dos EUA. Em suma: mais uma vez, o país aumentará a sua dívida interna – que paga os juros mais altos do mundo – para investir em papéis no exterior, que rendem juros baixíssimos. Outro risco desta MP é permitir que o Fundo Soberano adquira “papéis podres” de bancos falidos na crise global.

sábado, 9 de abril de 2011

Depois da Grécia e Irlanda, Portugal também se rende ao ajuste neoliberal
Por Rodrigo Ávila

A tradicional estratégia dos rentistas de pedir juros cada vez mais altos para refinanciar a dívida fez mais uma vítima. Depois da Grécia e da Irlanda recorrerem à União Européia (UE) e ao FMI, desta vez foi Portugal que jogou a toalha e pediu “ajuda” à UE, para obter empréstimo para pagar as dívidas anteriores. Como contrapartida, o país terá de acatar um severo ajuste neoliberal, que significará o corte de gastos sociais e a retirada de direitos dos trabalhadores, para permitir o pagamento aos rentistas.
A dívida dos países europeus tem aumentado devido aos gastos para salvamento de bancos falidos, e à drástica redução da tributação sobre o lucro das empresas. Porém, os trabalhadores é que estão pagando esta conta.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Depois de 70 anos, FMI reconhece o mal da especulação... Mas o PT não
De Nelson de Sá, Folha:

Capital sob controle 
No alto do "Wall Street Journal", "FMI reverte posição sobre controles de capital", e do "Financial Times", "FMI cede terreno". Abrindo o primeiro, "em grande mudança de política, endossou pela primeira vez em sua história de sete décadas o uso da ferramenta sobre o fluxo de dinheiro". E o segundo, "propôs suas primeiras diretrizes na história para o uso no fluxo de capital especulativo, legitimando ferramenta controversa contra a qual já fez campanha".
 

Ainda assim, o "WSJ" destaca que o diretor de Brasil e América Latina do FMI, Paulo Nogueira Batista, criticou o documento como "enviesado e deficiente" por "restringir escolhas de políticas" dos membros do Fundo. O diretor-gerente, Dominique Strauss-Kahn, defende o texto como "muito pragmático".
O "WSJ" sublinha que os controles de capital são vistos como "a perdição por bancos, fundos "hedge" e gerentes de investimento, que desejam movimentação livre para o dinheiro de seus clientes".