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terça-feira, 10 de julho de 2012

O PASSADO DURA MUITO TEMPO: NOTAS SOBRE AS AÇÕES ANTIDEMOCRÁTICAS DO GOVERNO DILMA NA GREVE NACIONAL DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS
Por Roberto Leher (UFRJ)

A postura do governo Dilma frente à greve nacional dos docentes e, mais recentemente, dos técnicos e administrativos das IFES, não pode ser compreendida como uma mera contenda trabalhista. Se a greve é tão ampla, abrangendo 58 das 59 universidades federais, e foi capaz de lograr grande adesão interna, é porque conta com a adesão esclarecida de sua base. As vozes dos professores, animadoramente polissêmicas, convergem, de distintos modos, para a necessidade de um outro horizonte de futuro para a universidade pública, abrangendo a carreira, as condições de trabalho e o padrão remuneratório como fundamentos materiais da autonomia didático-cientifica das universidades.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Criminalização do movimento sindical segue firme no governo de Dilma Rousseff
Por Sandro Pimentel, originalmente em sandropimentel.blogspot.com
O movimento sindical sempre cumpriu um papel civilizatório na sociedade brasileira. É ele quem impulsiona e provoca rupturas junto aos setores que exploram a classe trabalhadora com redução ou flexibilização de direitos conquistados historicamente.
O golpe militar de 1964 no Brasil foi uma reação à ascensão dos setores populares que lutavam pelas “reformas de base” e ameaçavam os privilégios da elite nacional associada ao capital transnacional. Nesse contexto, estavam inseridos os sindicatos e sindicalistas que foram duramente reprimidos pelo regime militar, mas mesmo durante a ditadura a luta pelos direitos e ampliação de conquistas não cessaram um minuto sequer, como consequência, muitos lutadores (as) foram exilados, presos, torturados e mortos, sem falar dos inúmeros desaparecidos políticos que permanecem até os dias de hoje.