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sábado, 6 de julho de 2013

Primeiras conclusões sobre o levante que mudou o Brasil e nossas tarefas políticas


De Movimento Esquerda Socialista, em Luciana Genro 

1) Vivemos duas semanas de um grande levante juvenil e popular no qual o povo mostrou sua força. Tivemos mobilizações em quase todas as cidades do país. Os números foram impressionantes. Na segunda-feira, 17 de Junho, mais de 150 mil pessoas marcharam em São Paulo, pela redução da tarifa e contra a repressão policial. Na quinta seguinte, dia 20, a imprensa falou em quase dois milhões de pessoas, com epicentro no Rio de Janeiro, com mais de 700 mil presentes (algumas fontes sérias falam em mais de 1 milhão). Na semana seguinte, apesar de manifestações menores, ainda tivemos 120 mil pessoas em Belo Horizonte, 70 mil em Fortaleza, bem como dezena de milhares em várias capitais. As cidades do interior em todo o país não quiseram ficar de fora. Vários setores populares se somaram ao movimento: passeatas na Zona Leste e Sul de São Paulo, na Região de Guarulhos e ABC, nas caminhadas na Rocinha, Maré e Vidigal, no Rio de Janeiro. Este acontecimento histórico altera de modo qualitativo a situação política nacional, produzindo uma mudança de consciência de massas e colocando o ascenso das lutas sociais e políticas no centro da situação nacional. O “povo unido, jamais será vencido!”, deixou de ser uma palavra de ordem da vanguarda e virou uma conclusão evidente. Estamos mais fortes e confiantes para os próximos embates. Este é o grande saldo positivo do movimento.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O mundo dos indignos parindo a luta dos indignados
Por Bernardo Corrêa, militante do MES-PSOL (Presidente do PSOL-Porto Alegre)

A burguesia, porém, não forjou somente as armas que lhe darão morte; produziu também os homens que manejarão essas armas – os operários modernos, os proletários.
Com o desenvolvimento da burguesia, isto é, do capital, desenvolve-se também o proletariado, a classe dos operários modernos, que só podem viver se encontrarem trabalho, e que só encontram trabalho na medida em que este aumenta o capital.

- K. Marx e F. Engels

O mais recente impulso à reprodução ampliada de capital dos últimos trinta anos, que é a descoberta da microeletrônica e a utilização da internet para além de âmbitos militares, se converte, no presente, em uma arma na mão de novas gerações “indignadas” com suas condições de vida. A alta capacidade de comunicação que estas novas tecnologias poduziram, trouxeram dois fenômenos novos (contraditórios e marcados objetivamente por condições distintas) para o conjunto da sociedade que merecem ser observados.