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terça-feira, 7 de junho de 2011

Primavera Árabe reivindica o derrube do 3º déspota
De esquerda.net

O presidente Ali Abdullah Saleh, do Iémene, foi para a Arábia Saudita para ser tratado de ferimentos sofridos num atentado no palácio presidencial e é pouco provável que regresse. Por Patrick Cockburn, The Independent.
"O opressor foi-se embora, mas o povo fica", dizia um dos cartazes.

Foto EPA/YAHYA ARHAB
As revoltas que varrem o mundo árabe parecem ter arrancado a sua terceira vitória sobre os regimes autoritários, com o derrube do presidente Ali Abdullah Saleh, do Iémene, que estava há 33 anos no poder. Saleh foi para a Arábia Saudita no sábado para ser tratado de ferimentos sofridos numa explosão ocorrida no seu palácio presidencial, e é pouco provável que regresse.
Milhares de pessoas dançaram e cantaram e sacrificaram vacas, nas ruas da capital Sanaa, depois de se ter espalhado a notícia de que o Iémene se tinha juntado à Tunísia e ao Egipto no derrube de um líder amplamente odiado e que controlava o Estado há décadas. Manifestantes anti-Saleh exibiram cartazes dizendo: "o Iémene é melhor sem ti" e "Nome: Iémene Livre. Data de nascimento: 4 de Junho de 2011".

terça-feira, 22 de março de 2011

Revolução e contra-revolução na Líbia e no mundo árabe

Por Pedro Fuentes, Secretário de Relações Internacionais do PSOL
Todo apoio à Revolução na Líbia – Fora Khadaffi!



A Revolução democrática líbia pela derrocada de Khadaffi é uma parte importante, fundamental, da onda de levantes populares dos países árabes cujos maiores triunfos são a derrocada de dos regimes autocráticos no Egito e na Tunísia. Este processo também chegou a Bahrein, Iemen e, em menor medida, Argélia e Marrocos. Nestes países os governos fizeram mudanças políticas preventivas, mas a mobilização e o descontentamento não pararam. Enquanto no Egito e na Tunísia as mobilizações populares determinaram a queda das autocracias e o estabelecimento de governos provisórios de transição, na Líbia a insurreição do povo contra a ditadura repressora de Khadaffi desencadeou uma guerra civil e a divisão do exército: uma parte com o ditador, outra com a rebelião.