Jovens nas ruas construindo a utopia concreta
Por Luciana Genro
A luta contra o aumento das passagens de ônibus pautou o fim de semana. Nos jornais, blogs, televisão e nas rodas de conversa o tema é obrigatório. A maioria dos analistas e principalmente dos políticos está um tanto perplexa, pois só enxerga a realidade através das pesquisas do IBOBE e achava que a estabilidade política do Brasil era um fato definitivo. Nunca poderia imaginar que os ventos da primavera árabe, dos indignados espanhóis ou dos que ocuparam Wall Street em 2011 poderiam soprar por aqui também.
Pois sopram. E nós sabíamos que iam soprar, mais cedo ou mais tarde, pois uma nova etapa está aberta. A tese do MES (Movimento Esquerda Socialista, tendência interna do PSOL) publicada em maio passado já dizia no título: “Aumenta o espaço para a construção de uma alternativa socialista e de lutas”.
O aumento das tarifas de ônibus, generalizado pelo Brasil, foi o estopim para que viesse à tona uma revolta muito mais profunda, que é mais aguda na juventude, mas que ultrapassa gerações. Não é por acaso que o problema do transporte foi o gatilho. Os R$ 0,20 de aumento parecem pouco, mas o custo do transporte pesa no bolso de quem ganha mal e os preços estão subindo de forma generalizada e mensalmente, enquanto os salários, não. Além do preço, o caos na mobilidade urbana é um problema gravíssimo. As pessoas que moram nas periferias das grandes cidades levam de uma a duas horas para chegar no local de trabalho ou estudo. Os ônibus são caros, demorados e lotados. Andar de ônibus ou metrô das 17h às 20h é um desafio. Digo por experiência própria, pois ando bastante de metrô em São Paulo e neste horário me sinto como uma sardinha enlatada.
Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filosofia. Mostrar todas as postagens
domingo, 16 de junho de 2013
Marcadores:
crise,
Democracia real,
filosofia,
jovem,
Juntos,
juventude,
Liberdade,
Luciana Genro,
manifestação,
Marxismo,
MES,
ônibus,
passagem,
protesto,
PSOL,
revolta,
Transporte,
utopia
Local:
Brazil
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Não dá para perder: conferências de Slavoj Zizek e David Harvey
Por Roberto Robaina, Presidente da Fundação Lauro Campos
Um amigo de Zizek, mais velho que ele, e creio que um dos muitos inspiradores de sua obra, o filósofo marroquino-francês Alain Badiou, falava em quatro dimensões que uniam o desejo da filosofia e o desejo da revolução. Ele dizia, citando Rimbaud, que a filosofia era uma revolta lógica. Uma revolta lógica porque combina o desejo da revolução com o desejo da racionalidade. Uma revolução no pensamento e na existência, individual e coletiva. As quatro dimensões citadas por Badiou são o desejo da revolta, o desejo da lógica, o da universalidade e o do risco. Um revolucionário deseja que o povo se levante, se erga, mas quer que isso seja feito de modo racional e eficaz, não quer a barbárie e a mera fúria. Neste sentido exige uma forma de lógica histórica. Ele quer que seja um processo universal, internacional, não fechado em objetivos nacionais, raciais e religiosos. Por fim ele assume o risco de sua posição. Então, na ligação com a revolução, a filosofia não é um mero exercício abstrato. Já com Platão tratava-se de defender o diálogo, a linguagem, o direito à argumentação. Com Hegel e Marx a dimensão da revolução ganha escala. Quem puder ir, não pode perder a conferência de Zizek “ De Hegel a Marx…e de volta a Hegel! A tradição dialética em tempos de crise”.
Por Roberto Robaina, Presidente da Fundação Lauro Campos
Um amigo de Zizek, mais velho que ele, e creio que um dos muitos inspiradores de sua obra, o filósofo marroquino-francês Alain Badiou, falava em quatro dimensões que uniam o desejo da filosofia e o desejo da revolução. Ele dizia, citando Rimbaud, que a filosofia era uma revolta lógica. Uma revolta lógica porque combina o desejo da revolução com o desejo da racionalidade. Uma revolução no pensamento e na existência, individual e coletiva. As quatro dimensões citadas por Badiou são o desejo da revolta, o desejo da lógica, o da universalidade e o do risco. Um revolucionário deseja que o povo se levante, se erga, mas quer que isso seja feito de modo racional e eficaz, não quer a barbárie e a mera fúria. Neste sentido exige uma forma de lógica histórica. Ele quer que seja um processo universal, internacional, não fechado em objetivos nacionais, raciais e religiosos. Por fim ele assume o risco de sua posição. Então, na ligação com a revolução, a filosofia não é um mero exercício abstrato. Já com Platão tratava-se de defender o diálogo, a linguagem, o direito à argumentação. Com Hegel e Marx a dimensão da revolução ganha escala. Quem puder ir, não pode perder a conferência de Zizek “ De Hegel a Marx…e de volta a Hegel! A tradição dialética em tempos de crise”.
Marcadores:
capitalismo,
Che,
ciência,
crise,
economia,
esquerda,
filosofia,
Harvey,
internet,
Lauro Campos,
Marx,
Marxismo,
materialismo,
pensamento,
PSOL,
rede,
sociais,
socialismo,
tecnologia,
Zizek
Local:
Mundo
quinta-feira, 5 de abril de 2012
| A lei do desenvolvimento desigual e combinado e o critério da totalidade |
|
|
|
| Por Roberto Robaina, no blog de Luciana Genro |
|
|
Marcadores:
dialética,
filosofia,
Fundação Lauro Campos,
Hegel,
lei do desenvolvimento desigual e combinado,
Luciana Genro,
Marx,
materialismo histórico,
Roberto Robaina,
totalidade
sexta-feira, 11 de março de 2011
Jorge Antunes: Porque ingressei no MES!
Jorge Antunes é professor emérito da UNB e desempenha um papel importantíssimo na cultura nacional, no campo da música erudita moderna. Entre as suas obras mais importantes figura a Ópera "OLGA", homenagem à militante comunista Olga Benário, recentemente apresentada em SP.
Marcadores:
arte,
artistas,
corrente,
filosofia,
Jorge Antunes,
luta de classes,
maestro,
MES,
Movimento Esquerda Socialista,
Olga Benário,
política,
PSOL,
trabalhador,
UnB,
vanguarda
Assinar:
Postagens (Atom)

