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sexta-feira, 17 de junho de 2011

É o dinheiro, estúpido!
Por Chico Alencar

A famosa exclamação do publicitário James Carville -"É a economia, estúpido!"- aventando a derrota de Bush pai para Bill Clinton, em 1992, admite paráfrase sobre o Brasil de hoje. O caso Palocci vai muito além da consultoria milionária que prestou enquanto exercia mandato de deputado federal.
O essencial da questão produz, recorrentemente, características regressistas à nossa República: a total promiscuidade entre negócios privados e interesse público.
O deus dinheiro dogmatiza a afirmação de que a vivência como gestor público "é experiência única, que dá enorme valor de mercado".

domingo, 24 de abril de 2011

Transparência. Lei de acesso a informações públicas diminuirá distância entre população e governo
Em países em que a norma já funciona, pessoas pobres puderam impedir a corrupção em programas sociais ao solicitarem dados do governo
Adriana Caitano, da Veja
“O único risco que pode acontecer é de os atos dos governos, de políticos ou de agentes públicos serem descobertos mais rapidamente e terem uma punição" - Georgete Medleg Rodrigues, professora de Ciência da Informação da UnB
O Brasil está prestes a ter sua primeira lei efetiva dando direito à população de acessar informações que deveriam ser públicas. Se isso acontecer, entrará na lista de mais de 90 países do mundo em que há essa possibilidade. Em boa parte deles, muito além de facilitar a vida de jornalistas, a criação da lei diminuiu a distância entre cidadãos e governo, deu a pessoas pobres a chance de mudar de vida e reduziu a corrupção e a burocracia. No entanto, nem todas as normas são condizentes com o que a Organização das Nações Unidas (ONU) considera ideal, nem mesmo a brasileira.

domingo, 27 de março de 2011

A sujeira não pára de aparecer em Brasília: agora é Alírio Neto, secretário de Justiça para quem?

Acusado de receber R$ 90 mil de Durval, Alírio diz que não deixará o cargo
De Correio:
Luísa Medeiros



O atual secretário de Justiça do GDF, o distrital licenciado Alírio Neto (PPS), acusado pelo delator da Caixa de Pandora, Durval Barbosa, de receber mesada mensal de R$ 90 mil na gestão do ex-governador José Roberto Arruda, afirmou ontem que não pretende deixar o cargo. Ele disse que conversou com o governador Agnelo Queiroz (PT), na última sexta-feira, para esclarecer o que estava acontecendo. “Fui ao Buriti esclarecer a denúncia, que é mentirosa. Estou num cargo que o governador pode tirá-lo a hora que quiser. Mas não dá para parar o trabalho de Brasília porque Durval decidiu atacar todas as pessoas”, argumentou.