terça-feira, 10 de julho de 2012

O PASSADO DURA MUITO TEMPO: NOTAS SOBRE AS AÇÕES ANTIDEMOCRÁTICAS DO GOVERNO DILMA NA GREVE NACIONAL DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS
Por Roberto Leher (UFRJ)

A postura do governo Dilma frente à greve nacional dos docentes e, mais recentemente, dos técnicos e administrativos das IFES, não pode ser compreendida como uma mera contenda trabalhista. Se a greve é tão ampla, abrangendo 58 das 59 universidades federais, e foi capaz de lograr grande adesão interna, é porque conta com a adesão esclarecida de sua base. As vozes dos professores, animadoramente polissêmicas, convergem, de distintos modos, para a necessidade de um outro horizonte de futuro para a universidade pública, abrangendo a carreira, as condições de trabalho e o padrão remuneratório como fundamentos materiais da autonomia didático-cientifica das universidades.

segunda-feira, 9 de julho de 2012


Eu sou carioca e fecho com Marcelo Freixo
Jingle de Caetano Veloso para Marcelo Freixo PSOL 50 Prefeito
Por Roberto Robaina
"pois a cidade está vendida
e o povo está vendado
alegria de mentira
passa no noticiário
mas eu não sou otário
e eu quero entender
a verdade que se passa
mas não passa na TV
Então eu não aceito
Eu não me rebaixo
O buraco está ficando 
cada vez mais para baixo"


sexta-feira, 6 de julho de 2012

Robaina sobre Fortunati, Manuela e Villaverde: 'por que disputam?'

Por Maurício Tonetto e Demétrio Pereira - Direto de Porto Alegre - Publicado em:

Terra

Candidatos participam do primeiro debate para a prefeitura de Porto Alegre. Foto: Mauricio Tonetto/Terra
Candidatos participam do primeiro debate para a prefeitura de Porto Alegre
Foto: Mauricio Tonetto/Terra


Os candidatos do Psol e do PSTU à prefeitura de Porto Alegre, Roberto Robaina e Erico Corrêa, afirmaram nesta sexta-feira, em debate promovido pela rádio Gaúcha e TVCom, que um mesmo projeto político pauta as candidaturas do atual prefeito, José Fortunati (PDT), da deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB) e do deputado estadual Adão Villaverde (PT).
Apontando a responsabilidade social como essência de seu programa, Robaina afirmou que os três adversários que compõem a base da presidente Dilma Rousseff privilegiam um modelo que destina recursos para grandes empresas, e não para a população. "Tanto Manuela, quanto Villaverde, quanto Fortunati defendem esse modelo levado adiante, que privilegia as grandes empresas. A pergunta que se tem que fazer é, afinal, por que disputam em Porto Alegre se defendem o mesmo projeto no Estado e no País?", questionou o candidato do Psol.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

PSOL confirma candidatos em Porto Alegre e diz que “PT está superado”

De Sul21

 

Ato político referenda nomes do PSOL nas eleições municipais de Porto Alegre | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) confirmou neste sábado (30) a candidatura de Roberto Robaina à Prefeitura de Porto Alegre. A professora Goretti Grossi será a vice-candidata, fruto da aliança majoritária com o Partido Comunista Brasileiro (PCB). A convenção realizada na Câmara de Vereadores de Porto Alegre foi marcada por críticas às três principais candidaturas que apontam nas pesquisas eleitorais e integram a base aliada do governador Tarso Genro. Confirmada como candidata a vereadora, Luciana Genro protagonizou as críticas ao partido do pai. “O PT está superado”, disse a ex-deputada federal.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ato de Reconhecimento Público do DOPS
Por Roberto Robaina  
Hoje o PSOL esteve junto com o Comitê Carlos de Ré no reconhecimento de mais um centro de tortura e assassinato do DOPS em Porto Alegre. Coordenado pelo camarada e vereador Pedro Ruas o Comitê da Verdade e da Justiça tem realizado um excelente trabalho.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Juventude e eleições: é hora de ocupar a política

Por Naiady Piva*, PSOL Curitiba

Manifesto de contribuição à pré-candidatura a vereador de Wagner, da juventude do PSOL Curitiba
Velhos senhores engravatados, sentados em uma bancada. Com uma associação de moradores, uma rádio comunitária ou uma igreja embaixo do braço. É este o retrato da política exercida por quem tem o monopólio de exercê-la. Como existem as exceções que confirmam a regra, a própria institucionalidade permite a inclusão de elementos que fogem a ela. É o caso de mulheres, jovens e figuras que rompem com o protocolo de maneira não necessariamente politizado. Todos incluídos, figurando ao lado dos senhores donos da casa.

terça-feira, 19 de junho de 2012


Manifesto do Juntos para Cúpula dos Povos
Por Juntos!
Dever de lutar, direito a outro futuro
O mundo está em discussão. Sejas nas assembleias dos movimentos “Ocuppy”, seja nas reuniões organizadas por ministros e chefes de Estado. A pauta é única: o futuro da civilização. Existem muitos “sinais de alerta” que estamos correndo riscos mais sérios do que se pensa. Exemplos não nos faltam, infelizmente: o avanço do desmatamento na região Amazônica, o desastre recente na usina nuclear japonesa de Fukushima, entre outros eventos trágicos que se aceleram com a crise ambiental.
A Rio+20 traz a tona essa discussão. Mas a Conferência não tocará, possivelmente, no balanço dos retrocessos vividos nestes 20 anos, como o fracasso do Protocolo de Kyoto ou o novo entrave nas negociações da Conferência Mundial do Clima (COP-15), em 2009. E não o farão porque os interesses que os Chefes de Estado defendem vão na contramão da defesa do meio ambiente. As diferentes etiquetas apresentadas em conceitos como “desenvolvimento sustentável” e “economia verde”, são na verdade, proposta de seguir a destruição ambiental, porém com uma fachada “bem comportada”.

sábado, 16 de junho de 2012

A hora grega
Por Israel Dutra*, em Fundação Lauro Campos

GréciaAs eleições gregas do domingo dia 17 estão sendo acompanhadas com o mesmo interesse de uma eleição presidencial estadunidense. Editoriais e articulistas dos principais jornais do mundo tratam diariamente das pesquisas eleitorais, realizando prognósticos, discutindo seus desdobramentos, causas e efeitos. A coalizão da esquerda radical, Syriza, que lidera algumas pesquisas de opinião, é notícia por todo o planeta.A imagem de seu líder Alex Tsipras se tornou conhecida por milhões. Não apenas estudiosos em ciência política ou especialistas em relações internacionais estão discutindo a próxima eleição grega. E tem razão quem coloca este tema como central na pauta do mundo: o resultado eleitoral terá inevitável consequência para o futuro próximo da União Europeia, em meio à mais grave crise do Euro e do capitalismo no século XXI.

O enigma da “nova classe média”
Por Ruy Braga, no blog da Boitempo

Na semana passada, a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) aprovou a nova definição de “classe média” que orientará a criação das políticas públicas do governo federal para os próximos anos. Em suma, trata-se da simples determinação de algumas faixas de renda que localizam os novos grupos recém saídos do pauperismo em relação àqueles indivíduos extremamente pobres e em relação à chamada “classe alta”. Ao fim e ao cabo, para o governo federal, fariam parte da classe média brasileira todos aqueles que recebem uma renda mensal per capita entre R$ 291 e R$ 1.019,00, ou seja, aproximadamente, 54% da População Economicamente Ativa (PEA) do país. (Não deixa de ser curioso que um governo liderado pelo Partido dos Trabalhadores tenha apagado conceitualmente a classe “trabalhadora” de seus assuntos estratégicos. Mas este não é o problema aqui…)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Compreenda a Syriza, o PSOL grego
Por Stathis Kovelakis, entrevistado por Philippe Marlière, em Mediapart
Traducción: Faustino Eguberri para Viento Sur

“Syriza es la expresión de una nueva radicalidad de izquierda”

Stathis Kovelakis es profesor de filosofía política en el King’s College de Londres y un intelectual muy conocido en la izquierda francesa y griega. Fue candidato (en una posición no elegible) en las listas de Syriza para las elecciones del 6 de mayo de 2012 y vuelve a serlo en los próximos comicios del 17 de junio. Pocos días antes de las nuevas elecciones legislativas, cuando la mayoría de los sondeos sitúan a Syriza por delante de Nueva Democracia (derecha), parece conveniente saber más cosas de Syriza, una formación de izquierda radical que es relativamente desconocida fuera de Grecia. En esta entrevista, Stathis Kuvelakis analiza Syriza y explica los orígenes de esta coalición de partidos, describiendo asimismo la sociología de su militancia y de su electorado y abordando sus referencias ideológicas. Detalla las razones del notable avance de Syriza el pasado mes de mayo, así como su postura ante la cuestión de la deuda y de los socios de la zona del euro.

PSOL vai a relator do TSE para que Luciana Genro possa concorrer


O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) está determinado a lutar pela elegibilidade da ex-deputada federal Luciana Genro nestas eleições municipais. Vetada pela lei que impede a eleição de parentes de prefeitos, governadores e presidente, a filha do governador gaúcho, Tarso Genro, questiona o judiciário no mérito da norma no seu caso. A argumentação jurídica do PSOL será apresentada ao relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Gilson Dipp, nesta quarta-feira (13), em audiência com o presidente da sigla no RS, vereador Pedro Ruas, um dos advogados de Luciana.

quinta-feira, 14 de junho de 2012


Notas de Atenas (I): "Um governo de esquerdas deve existir agora porque depois pode ser demasiadamente tarde"
Por Jorge Costa, Bloco de esquerda
O dirigente bloquista Jorge Costa está em Atenas, onde tem participado na campanha da Syriza. Nestas “Notas de Atenas” relata ao esquerda.net as suas impressões acerca do momento político grego, em vésperas das eleições que podem trazer mudança à Europa asfixiada pela austeridade e o roubo.Artigo |14 Junho, 2012 – 09:53
Comício Syriza em Patras.
Mulheres com crianças, muitos reformados, poucos jovens. A Grécia acaba de perder com a República Checa e a noite cai sobre o jardim central de um subúrbio de Atenas – Kamatero. Uma carrinha carregada de polícias parece um exagero num comício de bairro. O aparato surpreende a própria Rena Dourou, deputada do Syriza cuja presença ali é a justificação dada pelo comandante para todo aquele aparato. Há uma semana, Rena foi atacada por um nazi do partido Aurora Dourada em directo na televisão. Antes de fugir do estúdio, o gangster ainda bateu numa deputada comunista e, desde então, anda a monte. Mas no jardim de Kamatero, os apoiantes do Syriza e a polícia olham-se com distância. Um estudo de opinião recente indica que, nas eleições do início de Maio, o partido nazi foi o mais votado entre os membros das forças especiais e de choque, muito aumentadas em número pelo Pasok nos últimos anos.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O Distrito Federal não merece Agnelo!
Por PSOL, PSTU e PCB

O povo do Distrito Federal não suporta mais tantas denúncias de corrupção contra os políticos e governantes locais. Nos últimos anos, os governos de Roriz e de Arruda deixaram um rastro de fraudes e roubo do dinheiro público.
Agora, Agnelo Queiroz, o governador com o pior índice de desempenho medido pelos institutos de pesquisa do Brasil e citado em vários trechos das fitas da CPI do Cachoeira-Demóstenes, tem que se explicar diante dos Senadores e Deputados que investigam uma das maiores fraudes realizadas no Brasil com o dinheiro público.
Seu governo nada mais é do que a continuidade do rorizismo e do arrudismo. Um governo de unidade entre petistas e pemedebistas. É preciso lembrar que Tadeu Filipelli, que foi o homem forte de Joaquim Roriz, é atualmente o vice governador do Distrito Federal. Agnelo foi obrigado a demitir Claudio Monteiro, de sua extrema confiança, que foi chefe de gabinete, depois que teve seu nome citado nas fitas do esquema criminoso do bicheiro Cachoeira.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Psol em Porto Alegre sofreu atentado nesta madrugada 

De Gama Livre, em 7 de junho de 2012

Ainda não se sabe quem —e a mando de quem— tentou incendiar a sede do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Nesta madrugada do dia 7 de junho, a sede, que fica na Rua da República, sofreu um atentado com gasolina e fogo.
A sede não foi invadida ou queimada em razão de uma porta de ferro que fica por trás de outra de madeira. A de madeira foi destruída, mas os responsáveis pelo crime não conseguiram entrar na sede, pois a porta de ferro resistiu.
A direção do partido está agora exigindo do governo estadual a apuração rigorosa do ocorrido, pois não acredita em pura ação de vândalos. Desconfiam os dirigentes que o fato pode ter ocorrido em razão da posição do partido, que defende uma posição mais firme da Comissão da Verdade, o combate à corrupção e, também, às denúncias que têm feito contra o Partido Progressista (PP).

quinta-feira, 7 de junho de 2012

P-SOL repudia atentado contra sua sede em Porto Alegre e exige investigação
Por Roberto Robaina

Na madrugada deste dia 07 de junho a sede do P-SOL, na rua da República, em Porto Alegre, sofreu um atentado. A entrada principal da sede foi forçada, sendo colocada na porta de entrada fogo com gasolina. Foi evitada a invasão porque depois da porta de madeira, a sede do partido é protegida por outra porta de ferro. 
Não sabemos quem foram os responsáveis por este crime, mas não nos parece que tenha sido mera ação de vândalos. A sede foi um alvo previamente escolhido já que os criminosos foram com gasolina para o local. Queremos a investigação imediata sobre o que ocorreu. Cobraremos esta investigação do governo estadual.
Somos conscientes de que a luta de nosso partido pela justiça na comissão de verdade, nosso combate à corrupção, nossas denuncias contra o Partido Progressista (PP) como herdeiro da Arena, que foi o partido da ditadura militar, e nosso apoio às lutas sociais incomoda diferentes grupos de direita e de extrema direita que tentam se organizar em nosso estado. Por isso mesmo estamos vigilantes.
De qualquer forma, não nos intimidamos. Seguimos firmes em nossa luta. A luta por justiça, por liberdade, contra a corrupção e em defesa das reivindicações dos trabalhadores e dos jovens ganhará cada vez mais força. Seguiremos nela com nossa bandeira empunhada.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Metalúrgicos em greve: Quando Niterói cruzou os braços

Por Israel Dutra, de Niterói(RJ)

No último dia 30 de Maio, numa controversa assembléia, a categoria metalúrgica de Niterói e região deflagrou sua greve. Apesar das manobras sujas do sindicato, o conjunto dos trabalhadores rejeitou a proposta de aumento de 7,5 % que o Sinaval[Sindicato patronal] oferecia.
A indústria naval foi uma das que mais cresceu no último período. Na contramão da maior parte do setor industrial, que apresentou retração no último período,  o setor naval apontou expressivo crescimento. Isso está ilustrado pela expansão nacional, pela criação de novos estaleiros e pelo aumento e incremento da frota de navios de grande porte. Tanta prosperidade, porém, passa longe do bolso do trabalhador.
O sindicato, acostumado com negociações fechadas e acordos rebaixados, tentou fazer com que a história se repetisse. Os trabalhadores, por sua parte, perderam a paciência, furiosos, quase invadiram a sede do sindicato, a fim de restituir a democracia e pressionar por negociações transparentes e com melhores resultados.

segunda-feira, 4 de junho de 2012


Docentes em greve participam de marcha unificada em Brasília nesta terça (5)
De Andes


Os professores federais em greve desde 17 de maio participam nesta terça-feira (5/6) da Marcha Unificada dos Servidores Públicos Federais, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Caravanas com professores de todas as Instituições Federais de Ensino em greve são esperadas para o ato, que deve reunir cerca de 20 mil trabalhadores federais de todo o Brasil.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Quando a fraqueza ajuda e a força atrasa

Por Roberto Robaina, em Sul21

A construção de partidos políticos da classe trabalhadora é um desafio enorme e difícil. Ao longo do século XX o movimento dos trabalhadores teve muitas experiências de construção de projetos partidários que respondessem aos seus interesses. É um consenso entre as principais correntes marxistas e pensadores socialistas do mundo que a experiência do PT no Brasil foi uma das mais ricas da América Latina. Não são poucos, aliás, os que sustentam que o PT se constituiu como a mais importante expressão no mundo da construção da classe trabalhadora como sujeito político.
Democracia, o novo fantasma dos mercados 
Slavoj Žižek analisa: grande novidade na Grécia é chance de uma alternância real de políticas. Por isso, começou o terrorismo midiático

Por Slavoj Žižek, na London Review of Books | Tradução: Vila Vudu, em Outras palavras

“O sujeito que odeia os progressistas em Londres,
apresenta-se como progressista na África”
[Chesterton, 1808, loc. cit. (Nota 1) [NTs].

Imagine uma cena de um filme distópico que mostre nossa sociedade num futuro próximo. Guardas uniformizados patrulham ruas semivazias dos centros das cidades, à caça de imigrantes, criminosos e desocupados. Os que encontram, os guardas espancam. O que parece fantasia de Hollywood já é realidade hoje, na Grécia. Durante a noite, vigilantes uniformizados com as camisas negras do partido neofascista Golden Dawn [Aurora Dourada], de negadores do Holocausto –, que receberam 7% dos votos no segundo turno das eleições gregas e que contam com o apoio, como ouve-se pela cidade, de 50% da polícia de Atenas – patrulham as ruas, espancando todos os imigrantes que cruzem seu caminho: afegãos, paquistaneses, argelinos. É como a Europa defende-se hoje, na primavera de 2012.

sábado, 26 de maio de 2012


Crescimento engarrafado

O governo Dilma está se especializando em vender gato por lebre, como se diz. O grau de hipocrisia e de enganação chega a níveis assustadores. Porém, uma contradição em especial salta aos olhos: o país sede da Rio+20 faz um pacote para incentivar a compra e a produção frenéticas de automóveis!
O Brasil sediará a Rio+20, que supostamente está preocupada em criar mecanismos de proteção ao meio ambiente e isto traz à tona o questionamento de, afinal, que tipo de crescimento estamos interessados? Evidentemente, sabemos que a chamada “economia verde”, mencionada no Draft Zero está muito mais interessada em transformar o verde em negócio, como sugere Hans Jöhr, e a ONU pode ser um bom canal para ganhar tal invólucro. Este certamente não é o caminho. O essencial não é substituir cosmeticamente as matrizes energéticas, produtivas e de consumo, mas fundamentalmente uma ruptura substantiva com a lógica de reprodução do sistema que, por priorizar o lucro, é potencialmente destrutivo.

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Eduardo Paes pode ficar sem lenço e sem documento

Por Taciano, Gama Livre
A disputa pela Prefeitura do Rio de Janeiro vai ferver. O atual prefeito, Eduardo Paes (PMDB), se enrola cada vez mais à frente do governo municipal e, de quebra, sua imagem se identifica com a de Sérgio Cabral, o governador de Paris, ops, do Estado do Rio.

Cabral, amigão do dono da Delta, aquele enrolado com o Pac e o Cachoeira, está com o prestígio, como diz o baiano, “4 dedos abaixo do fundo do cachorro”. E olha que o cachorro aí é daqueles bem baixinhos. Não consegue transferir prestígio —pois não os tem mais—, mas fluidos ruins para Eduardo Paes.

quarta-feira, 23 de maio de 2012


CPI do Cachoeira – a mensagem de celular diz tudo

Por Roberto Robaina*, em Sul21
O cinegrafista do SBT deve ganhar um prêmio. Ele deu um flagrante num dos principais líderes do PT. Provou a operação política para impedir que a CPI realize um trabalho sério e investigue o governador fluminense. Com um movimento rápido e preciso, filmou a mensagem que Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT e ex-líder do governo Dilma na Câmara dos Deputados, enviou por celular para o governador Sérgio Cabral: “A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu” (sic). O PT deixava claro que iria garantir a não convocação do governador na chamada CPI do Cachoeira. Essa CPI, aliás, já tem se mostrado a CPI mais lenta dos últimos vinte anos. Não podia ser diferente: PT e PSDB têm um pacto para que tudo termine em pizza.

Solidariedade com Syriza
PSOL

Na Grécia os trabalhadores e o povo em geral resistem bravamente com mobilizações em massa e greve geral desde 2009 aos planos de ajuste da crise ditados pelo capital financeiro e as classes dominantes européias. Pela primeira vez desde que a crise começou em 2007, há a possibilidade de se ter um governo que sirva aos interesses da população grega. A Grécia está falida e seu povo na miséria. Respondendo fielmente aos interesses da ditadura dos mercados de capitais financeiros os últimos governos gregos reduziram salários, elevaram as taxas de desemprego a mais de 20%, alcançando 50% entre os jovens, e uma dívida impagável com o capital internacional. Na prática privatizam os lucros e socializam os prejuízos.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Nada Deve Parecer Impossível de Mudar
Por Roberto Robaina, no Facebook
Estive reunido com Marcelo Freixo em seu apartamento no Rio de Janeiro. Como sempre, recebido com carinho e fraternidade por ele e sua camarada e esposa Renata. Foi um tarde de sábado excelente. Nossa reuniao tratou da situação do país e do PSOL. Expressei a alegria de nossos militantes com a possibilidade real do PSOL ser uma alternativa política numa das mais importantes cidades do país. Uma combinação de fatores com certeza fará das eleições de lá um fato histórico. O rio pode estar mostrando o caminho do Brasil. O trabalho e o talento de Marcelo tem sido fundamentais neste sentido. Nos orgulhamos de estar entre os fundadores do PSOL e de ter ele como camarada.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Caetano Veloso - Nanda e Freixo

 (Marcelo) Freixo se impôs por sua capacidade de mudar o tom do ambiente político do Rio

 

Fernanda Torres, um fenômeno de talento cênico, impressiona também pela lucidez com que pensa, fala e escreve. Eu, que aqui exponho tão repetidas vezes os males de uma tradição retórica fincada no barroco do Padre Antônio Vieira, invejo a clareza dela. Num artigo seu que acabo de ler na “Folha de S.Paulo”, Nanda fecha a lúcida apreciação que fez do encontro em torno de Marcelo Freixo, pré-candidato à Prefeitura do Rio, a que ela foi convidada, com a constatação de que “o problema é que a política não tem centro”. Ela estava se referindo à dificuldade de se decidir por um candidato que parece recusar-se a se abrir ao interesse privado, quando os que não temem parecer presa destes se mostram dinâmicos e positivos. Em suma, ela (que descrê da força da opinião de artistas sobre os eleitores) compara a reunião com Freixo a outra a que também compareceu e que se dava em torno de Sérgio Cabral. Ficou-lhe a impressão de que Freixo representaria a militância imaculada e o isolamento, ao passo que Cabral (“apesar de e por causa de Paris”) seria mais realista.

A novidade é Carlos Giannazi

Por Maurício Costa de Carvalho*

A última pesquisa do Ibope sobre as eleições paulistanas praticamente repete a última do Datafolha. Com um detalhe que pode passar desapercebido para muita gente mas que não é insignificante: na primeira vez em que aparece oficialmente como pré-candidato à prefeitura, o deputado estadual Carlos Giannazi do PSOL já pontua. Para esta pesquisa, que tem o intuito de avaliar o quanto são conhecidos os nomes apresentados para a disputa eleitoral, o surgimento de Giannazi é a novidade, uma importante surpresa.
Giannazi foi o último pré-candidato a ser definido, há pouco mais de um mês. Praticamente não teve exposição na mídia, não é uma figura da política nacional nem foi apresentador de TV como é o caso de outros pré-candidatos, não presenteia milhares de pessoas com livros seus, não é “dono” de máquinas sindicais e estudantis e não tem apoio de pré-candidatos a vereador que já são parlamentares ou nomes consolidados na política.

Luciana Genro representa PSOL na Grécia


Estou embarcando hoje para uma viagem muito especial. Irei a Atenas, Grécia, para levar ao Syriza, Coalizão da Esquerda Radical, o apoio e entusiasmo do PSOL pela luta do partido junto povo Grego contra o brutal ajuste imposto pela união Européia.O Syriza, que consideramos um partido irmão do PSOL, obteve um desempenho extraordinário nas eleições parlamentares do domingo, dia 6 de maio, obtendo 16,7% dos votos e 52 deputados, tornando-se a segunda força política grega. A imprensa européia é unânime em apontar o Syriza como o grande vencedor das eleições. Chamado de “a estrela emergente da esquerda” pelo jornal El País, Alexis Tsipras,principal líder do Syriza, tornou-se o porta voz da indignação popular frente à terrível crise econômica que atravessa o país, e cujo custo está sendo despejados nas costas dos trabalhadores, servidores públicos e aposentados. Ataques brutais que tem como objetivo garantir os interesses do capital financeiro, que exige cortes nos gastos públicos para seguir cobrando os juros da dívida.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Estado máximo, só para os bancos



por Maria Lucia Fattorelli [*]

Em meio a insistentes ataques da grande mídia à "corrupção" de autoridades dos três poderes institucionais, uma verdadeira corrupção institucional está ocorrendo no campo financeiro e patrimonial do país, destacando-se: privatização da previdência dos servidores públicos, privatização de jazidas de petróleo — inclusive do pré-sal –, privatização dos aeroportos mais movimentados do país, privatização de rodovias, privatização de hospitais universitários, privatização de florestas, privatização da saúde, educação, segurança…

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Juntos! pelo Fora Agnelo! 

Por Juntos

O Juntos! vem há mais de um ano organizando e mobilizando a juventude indignada. Em todos os cantos do Brasil manifestações contra o aumento das passagens, em defesa da educação pública, dos direitos das mulheres, dos homossexuais, contra Belo Monte e as alterações no Código Florestal têm reunido milhares de jovens nas ruas e praças do país. É hora de também nos ocuparmos do que passa nos bastidores do Governo do Distrito Federal, construindo um amplo e sonoro movimento que clama pela saída de Agnelo!


Estudantes do IFB campus Planaltina mobilizados contra humilhação - segunda parte do vídeo 
Estudantes do IFB campus Planaltina mobilizados contra humilhação

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mobilização de estudantes e trabalhadores do IFB por transporte coletivo! Na luta pela educação pública, gratuita, de qualidade e laica
Fotos enviadas pelos estudantes e técnicos do IFB campus Planaltina





quinta-feira, 12 de abril de 2012


IFB larga estudantes ao abandono e humilhações por conta do transporte coletivo
Por Rick Pereira, Tiago Evangelista, Carla Geane, Sueli Souza, Letícia, Elmar Fonseca, Mariana Maria, Namuhell Oliveira, Isaias Costa, Heitler, Carlos Mandrado, Thiago Martins, Gustavo Meneses, Camila Mariana, Juana de Carvalho, Ana Paula, Katrine Lopes, Joice Chaves, Deuber Severo, Antônio Vieira, Luiz Wagener, Fernando Soares, Camila Reis, Eder Alves, Wilsso Fonseca, Leinede Daiani, Maycon Silva, José Nilton, Gerivam Pereira, Douglas Santos, Anderson Moreira, André Melo, Natália Alves, Charlote Emanuele, Juliano Medeiros, Ismar Alves, Weder fernandes, Leunice Gozaga,Daniel Souza, Josué Teófilo, Eduard Dutra,JoaoVitor, Maria Raimunda,Altamir Antonio, Carlos Alberto, Marcus Fretes, Amanda Giovania, Juliana Santos, Maria Oliveira, Gabriela Bezerra, Liliana Fereira, Joao Paulo, Vitor Hugo, Michelli Ribeiro,Ana Maria, Daniel Francisco, Debora Gomes, Maria Mirtis, Guilherme Viana, Roberto da Silva,Jorge Lacerda, Diogo Kaiser.
 

O IFB é uma instituição FEDERAL que fica na zona rural de Planaltina-DF. Portanto, já dá para se imaginar a tremenda dificuldade que os estudantes enfrentam para chegarem ao IFB. São estudantes de diversas cidades-satélites que ficam bem distantes dali. A maioria dos estudantes acorda às 4 da madrugada para conseguirem pegar o ônibus na rodoviária do Plano Piloto exatamente às 6 da manhã. Mas o ônibus da linha 622, que é conhecido pelo nome de Colégio Agrícola, simplesmente não passa!

O maior problema é que só tem esta linha como opção para deixar os estudantes no IFB, mas nem com identificação o ônibus está vindo. Quando vem, está escrito com tinta branca de ENGRACHAR SAPATO!...  Cai a chuva, apaga tudo, não dá para ver nada. O ônibus atrasa e muitas vezes não passa mesmo, deixando os estudantes literalmente no pé, porque quando se perde este ônibus, os estudantes precisam pegar outros ônibus que não vão até o IFB. Por este motivo, os estudantes têm que andar 2 km de distância. Isto é uma humilhação e ao mesmo tempo um grande descaso com todos os estudantes do IFB, que chegam muito cansados por causa do estresse do ônibus. Mantenha-se calmo: o pesadelo não acabou! Quando chegam ao IFB são barrados no refeitório para não tomarem o café da manhã só porque não são residentes.





IFB, mas que vergonha! Estudante que não se alimenta direito também não rende direito em sala de aula.

Todas estas questões concernentes ao ônibus já foram levadas à coordenação. E, sabe o que fez a direção do IFB? ABSOLUTAMENTE NADA e só repetem que isto é um problema do DF-Trans. Mas nós sabemos que a Reitoria tem como dialogar e mudar esta história. Mas porque não tomam uma atitude, qual é o problema? Então, nós os estudantes do IFB exigimos aqui, por este meio de comunicação social do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) que, pelo menos, a Reitoria libere os ônibus que estão parados nos estacionamentos do IFB, no total de 3 ônibus, 1 micro-ônibus e 1 van, ou seja, 5 veículos disponíveis para pegar jovens que só querem estudar. É muito fácil resolver, pois se o governo corrupto do Agnelo, que é o governo do PT, o mesmo da Dilma, não quiser resolver o caos do transporte coletivo do DF, então liberem os ônibus que estão parados e sem função no IFB.

Que vergonha IFB, que vergonha governo federal: até na hora de sair ônibus do IFB às 18:00, ainda saindo às 20:00 da noite. Estudantes tiveram que acender até uma fogueira para não passarem frio na parada de ônibus! Diretores do IFB até foram conversar com um motorista, mas NADA FOI RESOLVIDO e continua tudo do mesmo jeito. Dilma, Agnelo, Direção do IFB, Coordenação e Reitoria do IFB e DF-Trans, nós não somos palhaços, somos estudantes, queremos estudar!

Educação não é favor, é direito!

Lutar para estudar, estudar para lutar!

Publicado em 12 de abril, às 17h18. Atualizado em 16 de abril, às 16h29.
Brasília não merece Agnelo


terça-feira, 10 de abril de 2012

Por que os professores do DF estão em greve?
Por Enilton Rodrigues, Secretaria Sindical do Partido Socialismo e Liberdade do Distrito Federal-PSOL-DF


Por que os professores do Distrito Federal estão em greve
Em abril de 2011, foi firmado um acordo entre o Governo Agnelo Queiroz (PT/PMDB) e o Sindicato dos Professores do DF que previa a reestruturação do Plano de Carreira para que, ao longo de 2012, 2013 e 2014, construíssemos o caminho da isonomia salarial. Ou seja, o GDF teve bastante tempo para incluir a reestruturação em sua previsão financeira. É por conta do descumprimento desse acordo que os professores estão em campanha e deflagraram a greve diante da negativa do governo local de cumprir o que foi acertado entre as partes.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A lei do desenvolvimento desigual e combinado e o critério da totalidade


Por Roberto Robaina, no blog de Luciana Genro 
Roberto RobainaRoberto RobainaAo longo dos anos, os escolásticos e stalinistas tentaram forçar na obra de Marx um esquema segundo o qual o desenvolvimento histórico seria uma seqüência linear de épocas, sucessão de modos de produção como se todos os países tivessem que passar do comunismo primitivo, passando pelo escravismo, feudalismo, chegando ao capitalismo e finalmente ao socialismo. Abstraíram a existência de inúmeros modos de produção ou de combinações deles, tendo que deixar de lado, por exemplo, por não entrar neste esquema, o reconhecido modo de produção asiático, isto é o modo de produção marcante na Índia e em parte importante da América pré-colombiana, onde a sociedade era dirigida por uma casta, mas sem a propriedade privada dos meios de produção.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Primeiro balanço da greve geral na Espanha.
Por Israel Dutra
Apesar dos pesados ataques da confederação patronal e do governo, a voz da classe se fez ouvir. A reforma trabalhista mais dura da história do país sofreu um golpe nas ruas. Com uma adesão de 85% do conjunto dos assalariados formais do país, a greve marcou o dia na Europa. Além dos transportes e dos serviços públicos paralisados, o peso da greve na indústria foi histórico. Para se ter uma ideia o consumo de energia caiu em 24, 8% em todo país.